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Maioria da bancada do Piauí vota pela reforma da Previdência


Deputado Marcelo Castro: a favor da reforma, mas defendendo que seja feita pelo próximo presidente 

 

Pelo menos seis dos dez integrantes da bancada do Piauí na Câmara dos Deputados devem votar a favor da Reforma da Previdência. O comportamento da bancada piauiense foi identificado em levantamento feito por veículos nacionais de comunicação, como O Estado de S. Paulo. Mas o mapeamento do Estadão ficou incompleto, por exemplo, ao não identificar o voto da deputada Iracema Portela (Progressista).

Iracema, que é mulher de Ciro Nogueira, presidente do Progressista, vai seguir o alinhamento do partido com o governo Temer. E vai votar a favor. Também devem votar a favor Heráclito Fortes (PSB), Átila Lira (PSB), Paes Landim (PTB) e Maia Filho (Progresssista). Esses chegaram a revelar os votos na sondagem feita pelo jornal paulista.

Além do caso de Iracema Portella, o jornal deixa em suspendo a posição do deputado Júlio César (PSD), que teria se declarado indeciso, assim como Marcelo Castro. A diretriz do partido de Júlio é pelo apoio à reforma – ainda mais depois das mudanças na Secretaria de Governo, em que Antônio Imbassahy foi substituído por Carlos Marun, atendendo a reivindicações do Central, onde está o PSD. Júlio deve seguir o "sim" à reforma.

O caso de Marcelo Castro (PMDB) é de se esperar. O deputado vê a reforma como necessária e considera bem desenhada a proposta do governo, especialmente pela longa fase de transição, que alcança 20 anos. Mas critica o momento. Acha que deveria ser uma tarefa para o próximo presidente, a partir de um compromisso público assumido nos debates da campanha do próximo ano. Diante de tanta ponderação, pode não votar pela reforma. Ou ausentar-se para não ajudar a dar a votação mínima de 308 votos.

Os votos contrários são os que vêm assumindo uma postura de oposição ao governo Michel Temer: Rodrigo Martins (PSB), Silas Freire (Podemos) e Assis Carvalho (PT).

A favor: Átila Lira, Heráclito Fortes, Iracema Portella, Maia Filho, Paes Landim e Júlio César.
Indeciso: Marcelo Castro.
Contra: Assis Carvalho, Rodrigo Martins e Silas Freire.

 

Governo ainda está longe dos 308 votos

Para quem tem pressa, o governo vai precisar correr mais ainda para conseguir o apoio necessário à aprovação da reforma da Previdência. Em levantamento que ouviu 432 deputados (84% do total de 513), O Estado de S. Paulo encontrou 215 parlamentares contrários à proposta. Dos ouvidos, outros 62 disseram que são a favor da reforma; 90 se declararam indecisos; e 58 não quiseram responder. Há ainda três que informaram que estarão ausentes no período em que se espera votar a proposta. Outros 81 não foram localizados.

O que deve levantar o alerta vermelho no governo é que, não adiantaria todos os indecisos ou não encontrados votarem a favor. Os 215 já seriam suficientes para derrubar a proposta: sem eles, o governo só poderia chegar a 297 (não contabilizando o voto do presidente).

Para tentar valer sua força, o governo está mobilizando os líderes de partidos. Quer todo mundo defendo a reforma. E mobilizando seus liderados. Se esse esforço prevalecer, o levantamento do Estadão traz um ponto que pode ser animador para os governistas: dos 215 que assumem que votarão contra a reforma, 124 são de partidos da base aliada.

Se a força da caneta prevalecer, muitos desses votos podem ser revertidos.