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Cabral, Garotinho e o show dos condenados


Sérgio Cabral: um espetáculo à parte, seja atacando o juiz ou perdindo perdão ao povo

 

Na chamada Era do Espetáculo, tudo é show. Especialmente na política, e mesmo na política entre as grades. Sérgio Cabral e Garotinho estão aí para provar. Uma e outra vez, e tantas quantas forem preciso.

Cabral faz seu espetáculo com versões variadas. Uma hora ataca o juiz, contundente, num espetáculo de desqualificação do Judiciário. Outra hora, humilde, pede perdão ao povo, tentando amealhar piedade. Tudo devidamente pronunciado para a TV registrar e transmitir às ruas. 

Mais tarde, pode render redução de pena. Quem sabe, alguém acredita no show.

Garotinho também é versátil. Muito versátil. Em uma primeira prisão, simulou desmaio. Na outra, encenou sofrer ataque dentro da cela – que teria sido realizado por um sujeito com taco de beisebol. Apesar de estar escuro, Garotinho disse que faria um retrato falado do agressor. Os exames médicos levaram a encenação por água abaixo.

Não contente, o ex-governador e ex-candidato à Presidência sai com essa: vai fazer greve de fome. Aliás, repede o repertório. Em 2006 ele já tinha usado o mesmo expediente como cortina de fumaça diante de graves acusações sobre uso de recursos irregulares em campanha.

Quer dizer: pedindo voto ou tentando redução de pena, o show parece ser o caminho preferido.