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Rodrigo no PRB pode atrapalhar planos da 'Chapinha'


Deputado Rodrigo Martins: opção pelo PRB pode levar partido para oposição e complicar planos da "Chapinha"

 

O destino do deputado federal Rodrigo Martins (PSB), pode atrapalhar os planos da chamada “Chapinha”, articulação de pequenos partidos para disputa de vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. O problema é que há grande possibilidade de Rodrigo deixar o PSB. E sua nova opção partidária poderia determinar a exclusão de uma das siglas que integram a “Chapinha”.

Como já foi dito aqui neste blog, Rodrigo trabalha com três opções: pode permanecer no PSB, atendendo a solicitação do tio, o ex-governador Wilson Martins; ir para o DEM, aceitando convite do presidente da Câmara, Rodrigo Maia; ou assinar ficha de filiação no PRB, que aqui no Piauí tem como principais referências o deputado estadual Gessivaldo Isaias e o vereador Levino de Jesus.

A permanência de Rodrigo no PSB estaria vinculada exclusivamente à presença de Wilson Martins. A relação do deputado com a direção nacional do partido é péssima. Portanto, é onde se sente menos à vontade. No caso do DEM, o convite feito por Maia é tentador. Mas a direção nacional do PRB foi muito incisiva quanto ao interesse em Rodrigo.

O PRB é um partido com fortes vínculos com a Igreja Universal. Mas isso não parece incomodar o deputado. Ao contrário: Rodrigo poderia ter o empenho da igreja nas eleições do ano que vem. Além disso, o partido está preocupado com a cláusula de barreira, que começa a vigorar em 2018. Precisa de candidatos que puxem votos para a Câmara Federal. Rodrigo seria esse nome – levaria um bom capital eleitoral e, em troca, teria o empenho do partido, e/ou da Igreja.

O problema é que Rodrigo não vê sentido em entrar em um partido ligado ao governo Wellington Dias (PT). Disse isso à direção nacional, que respondeu com um “não tem problema”, indicando que o PRB poderia passar à oposição ao Palácio de Karnak. Falta o entendimento da Direção Nacional com Gessivaldo e Levino.

É bom lembrar, o PRB tem uma forte hierarquização e as decisões nacionais costumam ser seguidas nas bases. Se essa intenção nacional prevalecer, o partido pode sair do governo e rumar para a oposição no Piauí. Isso significaria o abandono da “Chapinha”.

Os partidos que hoje integram a “Chapinha” vêem com preocupação essa possibilidade. Sem o PRB, fica ainda mais difícil a já complicada meta de eleger dois deputados federais. E novas contas precisariam ser feitas.