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Pastor Gessivaldo está a caminho da oposição


Pastor Gessivaldo Isaias: estratégia de fortalececimento do PRB pode levar o deputado para oposição no Piauí

 

O deputado Gessivaldo Isaias (PRB), também conhecido como Pastor Gessivaldo, está a caminho da oposição. O deputado atualmente faz parte do Governo do Estado, comandando a Secretaria do Trabalho e o SINE. Mas, ao que tudo indica, não deverá fazer parte do palanque eleitoral de Wellington Dias (PT) em 2018.

Essa mudança será o resultado do ingresso do deputado Rodrigo Martins no PRB. Rodrigo foi convidado a ingressar na sigla pela própria direção nacional, em Brasília. O convite é parte da estratégia do PRB de se fortalecer nos estados, somando votos que garantam ao partido superar a cláusula de barreira, de 1,5% dos votos nacionais, com votação de 1% dos votos em pelo menos nove estados.

Esse umbral é necessário para que os partidos possam ter direito a recursos do Fundo Partidário e espaço no rádio e TV. Vai fazer muita diferença alcançar ou não a cláusula de desempenho. E o PRB sabe disso. A insistência na filiação de Rodrigo Martins tem tudo a ver com isso, tanto que a direção nacional aceitou a única exigência do parlamentar: que o PRB deixe de ser da base de apoio de Wellington Dias.

A mudança deve acontecer na janela que se abre em março. Isso dá tempo ao Pastor Gessivaldo, que permanecerá na Secretaria de Trabalho praticamente até o prazo limite para desincompatibilização: até 7 de abril, ele teria mesmo que deixar a Secretaria para manter a possibilidade de candidatura pela reeleição.

 

Os números da cláusula de barreira

Para que um partido alcance a marca de 1,5% dos votos nacionais, em 2018, deve pensar em uma votação para deputado federal, somada em todo o país, de aproximadamente 2 milhões de votos. Esse número é uma projeção, já que depende muito do comparecimento às urnas e do número de votos atribuídos a algum candidato. Baixo comparecimento ou muito voto nulo muda tudo, porque o 1,5% é referente somente aos votos válidos.

No Piauí, o 1% exigido para ajudar o partido a cumprir a meta (de 1% em pelo menos nove estados) significa uma votação apenas razoável, que está longe de ser impossível. Ao contrário, é até fácil: se levarmos em conta a votação (votos válidos) de 2014, a meta seria alcançada com cerca de 17 mil votos.

O PRB quer mais que a meta numérica: quer também eleger um deputado federal pelo Piauí. A aposta em Rodrigo Martins passa por esse propósito: superar a meta da cláusula de barreira e somar um parlamentar para a sigla, o que dá força política ao PRB.