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Instituto Camilo Filho é vendido para a Kroton

Grupo Kroton: o maior conglomerado de ensino do país passa a controlar o piauiense Instituto Camilo Filho

 

O Ano Novo traz vai trazer novidade no ensino superior do Piauí: o Instituto Camilo Filho (ICF), uma das principais instituições de ensino de terceiro grau do estado, passa a ser controlado pela Kroton, maior empresa da área educacional em atuação no Brasil.

A transferência de comando foi comunicada em reunião, ontem, em que estavam presentes mais de 150 pessoas, entre professores e servidores. Na reunião, os três acionistas originais do ICF – Charles Silveira, Átila Lira e Marcelino Carvalho – fizeram o comunicado formal da transferência de comando à representante da Kroton, também presente ao encontro. A partir da virada do ano, quem dá as cartas é a Kroton.

A compra do ICF reafirma um movimento verificado nos últimos anos, de concentração do ensino superior em mãos de uns poucos grupos de investimentos, em geral controlados por fundos de investimentos estrangeiros. Antes, o CEUT já tinha passado ao controle da Estácio, a FAP passou a ser propriedade da Maurício de Nassau e a FACID foi comprada pela americana DeVry. Agora foi a vez do ICF, que passa à esfera da Kroton.

Das principais instituições de ensino privado do Piauí, duas são sempre associadas à investida de grandes grupos educacionais: a Novafapi e a Santo Agostinho.
 

Quem é a Kroton

A Kroton é uma empresa com sede em Belo Horizonte, com capital aberto – portanto, cotada em bolsa. Tem como principal referência o Pitágoras, que começou em 1966 na área de cursinho pré-vestibular. A empresa atua em todos cinco níveis de ensino, contando hoje com mais 1,5 milhão de estudantes.

O grupo está dividido em 11 marcas, com atuação em praticamente todos os estados brasileiros. Na área de ensino superior, ela opera 21 campi com a marca Pitágoras; 10 com a marca Unic; 5 com a marca Unopar; e 10 mais com as marcas UNIME, Ceama, Unirondon, Fais, Fama e União. A partir de agora passa a contar com a bandeira ICF – que poderá dar lugar, em médio prazo, as um dos outros selos do conglomerado.

Recentemente, a empresa quis comprar a Universidade Estácio. O negócio, da ordem de R$ 5,5 bilhões, não foi concluído porque os órgãos de controle da concorrência impediram. Mas a sede da Kroton segue grande, como mostra a aquisição do ICF.
 

Foco no desempenho financeiro

Uma das principais críticas ao movimento de concentração das empresas de ensino superior nas mãos de uns poucos conglomerados é o foco no desempenho financeiro. O fato de muitas dessas empresas serem controladas por fundos de investimentos reforça essa preocupação: os fundos estão preocupados com os ganhos financeiros. Ponto.

Para muitos, esse foco deixa de lado o objetivo principal: formar com qualidade. A crítica vem ganhando mais corpo nos últimnos anos, com a estandartização administrativa e padagógica que desonsidera especificidades e demandas de cada local.