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Wellington quer encontro com João Vicente esta semana


João Vicente e Wellington Dias: governador quer conversar com ex-senador para oferecer vaga na chapa majoritária da situação

 

O governador Wellington Dias (PT) ainda não desistiu do PTB em sua chapa. E quer o PTB inteiro, com João Vicente Claudino à cabeça. Para concretizar esse sonho, o governador vai exercer sua capacidade de encantamento em encontro breve com o ex-senador. Se depender de Wellington, o encontro com João Vicente pode acontecer até o final desta semana.

A aproximação de João Vicente é parte da concretização da estratégia eleitoral do governador, que deseja formar uma chapa majoritária contemplando os grandes partidos de sua base de apoio, cada um com um representante na chapa. Essa estratégia gera desconforto no PT e no PP, ambos desejando duas vagas na chapa de quatro postos (governador, vice-governador, e duas cadeiras de senador). Também tem que haver uma negociação, já que são cinco partidos para as quatro vagas. Mas o entendimento de Wellington é que esse é o melhor caminho para garantir a vitória.

Ainda nas contas do governador, os cinco grandes partidos na base são PT, PP, MDB, PSD e PTB. No Palácio de Karnak avalia-se que a maior parte do PTB – Janaína Marques, Nerinho, Liziê Coelho e José Hamilton, por exemplo – fica com o governador. Mas gostaria de ter também João Vicente, que tende a reter o controle da sigla.

Nas declarações à imprensa, João Vicente já disse que sua intenção é disputar o governo do Estado. Esse posto não é negociável no lado governista, já que o próprio Wellington será o ocupante da vaga. Mas há duas vagas que podem ser oferecidas: uma senatoria, ao lado de Ciro Nogueira (PP); e o lugar de vice. Isso porque, segundo os palacianos, o governador garantiu a aliados como o MDB um lugar na chapa, mas sem definir o posto exato. Isso não é um bom recado para Themístocles Filho, o nome do MDB para a vice. Nem para o PP, que também deseja a vice.

A possibilidade de oferecer a vice a João Vicente seria uma situação extrema nas articulações. No próprio PTB avalia-se que, na impossibilidade de disputar o governo, a João Vicente agradaria mais a candidatura ao Senado que a vice-governadoria.

Na conversa que pretende ter com o ex-senador, Wellington Dias não levará condições prévias. Vai, sim, levar seu canto de sereia e procurar cativá-lo. Quer resgatá-lo para o governo, fechando o PTB inteiro em torno de sua candidatura, como em 2014.

Caso não consiga, e diante da perspectiva de João Vicente passar a controlar o partido a partir de março, o governador terá que resolver um outro problema: encontrar uma sigla (ou várias siglas) para acomodar os petebistas que hoje o apoiam.