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Na eleição da OAB, ’Mapa’ quer repetir passos da ‘CIA’


Membros do Mapa com o presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador Erivan Lopes: movimento independente

 

Como se não bastassem os muitos candidatos na situação e na oposição na atual OAB do Piauí, eis que surge um movimento que tenta se credenciar como uma espécie de terceira via. É um movimento que percorre mais ou menos os mesmos passos da Comissão Independente dos Advogados, a CIA, que em 2015 começou quase do nada, um tanto desacreditada e terminou viabilizando a candidatura (e a eleição) de Chico Lucas.

O movimento deste ano também criou sigla e logo: chama-se Mapa – ou Movimento de Apoio à Advocacia. Tem na cabeça os advogados Alexandre Pacheco e Fábio Viana, além da presença bastante constante de Alex Noronha. E, apesar de oficlamnte não falar em campanha, está muito ativo nas redes sociais.

Como ocorreu com a CIA, os integrantes dao Mapa se dizem independentes: nem situação nem oposição à atual chapa. E peregrinam os gabinetes empunhando teses gerais de interesse da advocacia. Já foram vistos, por exemplo, em audiência com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Erivan Lopes. Foram apresentar a proposta de funcionamento da Justiça em dois expedientes.

O grupo tenta especialmente fazer um discurso para os jovens advogados, também uma emulação dos passos da CIA.

Vale lembrar, em 2015 a CIA apareceu com o discurso de "nem um nem outro", igualmente dizendo que não se identificava nem com a oposição nem com a situação. Era para ser a terceira via. Cresceu, superou o candidato original da oposição (Celso Neto) e tornou-se a segunda via, em contraponto à situação.

Os membros do Mapa não anunciam a constituição de chapa para a disputa da eleição da OAB-Piauí, em novembro. Também nisso repetem os gestos iniciais da CIA.

Resta saber se repetirão os movimentos finais.