Cidadeverde.com

Coronel Carlos Augusto antecipa saída do governo


Coronel Carlos Augusto: de saída da PM antes mesmo do limite do prazo de desincompatibilização estabelecido pela Lei Eleitoral

 

O comandante da Polícia Militar do Piauí (PM), coronel Carlos Augusto, vai antecipar sua saída do governo, para efeito de desincompatibilização com vistas à disputa eleitoral de outubro. Conforme já comunicou a alguns acessos diretos, ele deixa o comando da PM no dia 30 de março.

Pela legislação eleitoral, o prazo limite para desincompatibilização dos ocupantes de funções de confiança no Executivo é de até seis meses antes da eleição. Este ano, esse prazo é até o dia 7 de abril, exatos seis meses antes do pleito, que em primeiro turno acontece no dia 7 de outubro.

Carlos Augusto é candidato a uma cadeira na Assembleia Legislativa. Como o posto de Comandante da PM é uma função de confiança, o coronel precisa se desincompatibilizar para estar apto a concorrer na eleição de outubro – como concorre a uma vaga no Legislativo, a disputa para ele se encerra no primeiro turno.

Poderia ficar até 7 de abril. Mas vai sair uma semana antes.
 

Filiação partidária pode esperar

Ao sair do cargo de confiança, Carlos Augusto não deixa corporação. Enquanto estiver como Policial Militar, o coronel não pode ter filiação partidária. Mas essa opção ele terá que fazer antes de formalizar a candidatura, já que qualquer candidatura precisa de um vínculo partidário. Os policiais, no entanto, têm um regime especial e podem fazer essa escolha até no limite das convenções partidárias – que acontecem entre 20 de julho e 5 de agosto.

Carlos Augusto tem uma ligação estreita e antiga com o governador Wellington Dias (PT). Tem, portanto, uma grande proximidade do PT. Mas pode escolher uma outra sigla do leque de partidos aliados de Wellington, dependendo do cálculo político sobre a viabilidade eleitoral.

Esse cálculo, no entanto, será feito juntamente com o governador. No final das contas, ele é quem vai decidir o melhor caminho partidário do atual comandante da PM: bom para a eleição de Carlos Augusto e também para a engenharia política de Wellington.