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Franzé quer seguir no PT, mas pode sair


Secretário Franzé Silva: de olho na viabilidade eleitoral, pode deixar o PT por outra sigla de esquerda

 

O secretário Franzé Silva, da Administração, festeja sua história dentro do PT, ao qual se filiou aos 19 anos e recém-chegado à Universidade. Mas essa história pode ser interrompida: até 7 de abril ele deverá tomar a decisão de permanecer ou mudar de partido, para efeito de disputa de uma vaga na Assembleia Legislativa.

A situação de Franzé é parecida com a do Coronel Carlos Augusto, que tem ligação política com o governador Wellington Dias mas pode não se filiar ao PT. Essa indefinição tem a ver com a situação interna, onde a disputa com nomes já mais consolidados – como os deputados Fábio Novo e Francisco Lima – pode reduzir a chance de eleição dos dois. Daí a possibilidade de ingresso em outra sigla.

Franzé diz que não pensa em sair do PT. Mas, se tiver mesmo que sair, vai para um partido da “ala esquerda” da base que dará apoio a Wellington. Por exemplo, o PCdoB.

Mas os cálculos indicam que tanto Franzé como Carlos Augusto somaram nesses últimos três anos um bom capital político capaz de fazê-los competitivos mesmo na disputa com outros nomes já com larga vivência político-parlamentar, como Flora Izabel, João de Deus e Cícero Magalhães. Também é o caso de Francisco Costa, que vai disputar uma vaga de deputado com o explícito apoio do presidente do partido, o deputado federal Assis Carvalho.
 

Franzé antecipa para saída para 30 de março

A data de desincompatibilização é o dia 7 de abril. Mas Franzé Silva deixa o cargo de secretário no dia 30 de abril. O argumento do secretário é que fecha o trimestre. E quem assumir seu lugar já toma o bastão cuidando do trimestre seguinte inteiro.