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Bolsonaro perde força sem Lula, diz cientista político

Cientista político Leon Victor: condenação de Lula muda cenário e a candidatura de Jair Bolsonaro tende a perder força

 

A ratificação pelo TRF4 da condenação do ex-presidente Lula (PT), por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, foi muito comemorada pelo deputado Jair Bolsonaro (PSL). Nas pesquisas realizadas até dezembro, Bolsonaro sempre apareceu em segundo lugar na corrida presidencial, precisamente atrás de Lula. Mas, na avaliação do cientista político Leon Victor de Queiroz, o deputado não deve comemorar.

Leon, pernambucano com doutorado em Ciência Política e professor da Universidade Federal de Campina Grande, a perspectiva de Lula sair da disputa pela presidência deve tirar força precisamente de Bolsonaro. Segundo ele, a popularidade do deputado do PSL é alimentada pelo enfrentamento de posições extremas: Lula à esquerda, Bolsonaro à direita. No novo cenário, ele deixa de ser o anti-Lula e perde fôlego.

Em entrevista ao Acorda Piauí, hoje cedo na Rádio Cidade Verde, o cientista político falou sobre o julgamento do recurso do ex-presidente Lula, ontem, em Porto Alegre. Ressaltou que todo julgamento tem um viés político, ainda que não partidário. E ressaltou as dificuldades que o resultado da votação traz para o PT.

No entendimento de Leon Victor, o PT terá que buscar uma nova alternativa. Ele enxerga como nome com mais chances de substituir Lula numa chapa petista o ex-governador da Bahia, Jaques Vagner (PT). A opção baiana seria melhor que a do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que também enfrenta problemas de natureza jurídica.

Olhando o cenário geral da disputa, o cientista político identifica o quadro de 2018 como semelhante ao de 1989, quando se apresentaram mais de 20 candidatos. Este ano, diante de um quadro de ampla indefinição, essa multiplicação de candidatos poderia se repetir.

Para ouvir a entrevista completa do cientista político Leon Victor de Queiroz, acesse o arquivo abaixo.