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Jogo de azar traz junto crime organizado, diz advogado


Roberto Lasserra: jogo de azar provoca danos sociais e fortalece o crime organizado

 

Vendido como a salvação econômica de regiões menos desenvolvida, a liberação do jogo de azar no Brasil pode ser um grande equívoco. É o que diz o advogado Roberto Lasserra, presidente do Movimento Brasil Sem Azar. “O jogo de azar nunca vem só. Ele traz junto o crime organizado”, diz ele, que veio a Teresina para uma debate na OAB sobre as implicações nocivas do jogo.

A liberação do jogo é objeto de proposta em tramitação no Congresso, que abraça o argumento de que os cassinos gerariam uma grande quantidade de emprego. Na contramão desse argumento, Lasserra diz que a liberação do jogo é extremamente perniciosa.

Em entrevista hoje cedo ao Acorda Piauí, na Rádio Cidade Verde, o advogado questionou o impacto econômico, que -segundo ele - é muito menor que o apregoado pelos defensores do jogo. Além disso, ressalta que o impacto negativo no campo social é infinitamente maior. Citou dados relativo à realidadfe dos Estados Unidfos, onde há estudos sobre o tema.

Laserra diz que estados como Wisconsin, onde os cassinos são legalizados, o índice de suicídios é bem maior que a média. Ele destaca que o jogo de azar gera o vício. Ao ser indagado sobre a mania do brasileiro de apostar, ele disse que o jogo de azar não pode ser comparado às loterias, que são regulamentas e fiscalizadas, com aplicação de boa parte das receitas em ações sociais.

Além disso, segundo ele, o ato de jogar nas loterias não produz vícios como nos cassinos. Ele lembra que os sorteios das loterias acontecem com  intervalos de dias, reduzindo o poder de viciar. “Numa máquina caça-níquel, essa possibilidade se repete a cada 30 segundos”, diz.

Além disso, destaca o fato da relação dos jogos de azar com o crime organizado. Novamente usando estatísticas norte-americanas, ele diz que nos Estados Unidos 40% dos crimes de colarinho branco (lavagem de dinheiro) estão associados ao jogo de azar. Para Lasserra, não dá para dissociar as duas atividades.

O advogado particiopa nesta sexta-feira de um  debate sobre o tema, na sede da OAB-Piauí. O evento, marcado para as 14 horas, será aberto ao público.

Para ouvir a íntegra da entrevista de Roberto Lasserra, acesse o arquivo abaixo.