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PT muda o tom e faz afago ao STF, que decide futuro de Lula


Senadora Gleisi Hoffmann muda o tom: deixa de lado o confronto e agora faz elogios ao Supremo Tribunal federal

 

Por mais de um ano, o PT partiu para o confronto, atacando as instituições em geral e a Justiça em particular. Mas começa a mudar o tom, a ponto de fazer afagos ao mesmo Judiciário, ou à principal representação desse poder – o Supremo Tribunal Federal (STF).

A mudança de tom veio na voz de umas das estrelas petistas mais agressivas em suas falas, a senadora Gleisi Hoffmann, presidente da sigla. Claro, Gleisi reafirma a “injustiça” feita contra Lula no julgamento em primeira e segunda instância e lança confetes sobre o Supremo, a quem no final das contas caberá decidir o futuro do ex-presidente, inclusive sobre a possibilidade de prisão.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, a senadora disse que deposita a esperança no STF, que não permitirá uma “violência contra Lula”. Disse mais; o STF “recolocará as coisas nos eixos”. É uma mudança e tanto para um partido que vinha se colocando acima das instituições e agora faz um afago público à mais importante instituição do Judiciário.

A mudança de tom tem a ver com o andamento do processo que resultou na condenação do ex-presidente Lula. O PT apostou na pressão de fora para constranger o Judiciário. Não funcionou com Sérgio Moro, na primeira instância. Achou que funcionaria no julgamento de segunda instância, em Porto Alegre. Também não adiantou: os desembargadores se comportaram serenos e indiferentes aos discursos, oferecendo votos respaldados em falas absolutamente técnicas.

O resultado unânime no TRF4 não estava na conta do PT, que agora vê limitadas as chances não apenas para Lula manter-se candidato como até mesmo para permanecer livre. Daí, volta os olhos para o STF, mas com uma nova estratégia. O que se via até a semana passada era o ataque a ministros como Gilmar Mendes. Agora Geisi cuida em afagar a Corte – e certamente os ataques individuais também vão desaparecer.
 

Temer torna a focar na Previdência

O Presidente Michel Temer volta à carga nas articulações para votar (e aprovar) a reforma da Previdência. A previsão é que a votação aconteça no dia 19 de fevereiro – ou na semana que começa dia 19, com cálculo mais razoável de que a votação aconteça mesmo no dia 21, uma quarta-feira. Mas até lá o presidente terá que se desdobrar para garantir o apoio que necessita.

Como emenda constitucional, a proposta precisa ter pelo menos 308 votos na Câmara, em duas votações. Esse número ainda está longe. Daí, nesta semana serão retomadas as articulações políticas. Também as ações para a cidadania, para que o povo “compre” a ideia.

Nesta última estratégia, Temer cuidou de dialogar com a população. E o fez indo ao programa do mais popular apresentador da TV brasileira – Silvio Santos. O resumo do que disse: quem perde com a reforma são os ricos, não os pobres. Vamos ver se o povo "compra" a mensagem.