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Rodrigo Maia muda data de visita ao Piauí

Rodrigo Maia: esforço para se credenciar como aklternativa dos governistas à Presidfência da República  (FOTO: Câmara dos Deputados)
 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) adiou a data da visita que fará ao Piauí neste mês de março. Inicialmente, a data marcada era o dia 10, próximo sábado. Mas a vinda de Maia deve ficar para sexta ou sábado da próxima semana.

A visita do presidente da Câmara ao Piauí atende a dois objetivos. O primeiro, visa afiançar a filiação de novos membros do DEM, no caso do Piauí, os deputados Heráclito Fortes e Átila Lira, que deixam o PSB; e possivelmente o deputado estadual Robert Rios, ainda no PDT. O segundo objetivo é catapultar a candidatura do próprio Rodrigo Maia à presidência da República.

Ontem, em Brasília, Rodrigo admitiu que terá seu nome lançado como pré-candidato à Presidência pelo DEM. O partido se reúne nesta quinta-feira para fazer alterações no estatuto. A ideia é promover mudanças que tornem as diretrizes da sigla mais sintonizadas com temas sociais, mesclando com a orientação econômica tão presente no texto atual.

Essa mudança visa atrair para o DEM nomes que se posicionam na centro-esquerda, como alguns egressos do PSB. Essas filiações são consideradas fundamentais para as pretensões eleitorais de Rodrigo, de olho no Palácio do Planalto.
 

Rodrigo tenta ser o candidato do governo

Ao se colocar como candidato à Presidência da República, Rodrigo Maia tenta ser atrativo a um segmento do eleitorado que ainda não demonstrou uma preferência: o setor de centro, com avanço tanto à direita como à esquerda. Para ganhar competitividade, Maia faz um discurso que abraça teses sensíveis ao mercado e procura agora agregar temática de impacto social, entre eles o tema da segurança.

O presidente da Câmara também tenta se credenciar como a alternativa do governo – ou, mais concretamente, do MDB. Os palacianos chegaram a sonhar com a candidatura de Henrique Meireles, que não conta com o apoio do próprio partido a que é filiado, o PSD. Também chegou-se a falar na candidatura do próprio Michel Temer, atropelada pela alta impopularidade e também por seguidas denúncias.

Na falta de uma opção mais palpável, Rodrigo quer ser a alternativa dos governistas, com o aval do próprio governo.