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Pré-campanha traz luta de candidatos por viabilidade eleitoral

Ciro Gomes: movimentação para se credenciar com opção em um segmento onde o PT dominou nas últimas décadas

 

Lançados oficialmente como pré-candidatos à Presidência da República, Rodrigo Maia (DEM) e Ciro Gomes (PDT) dão um passo decisivo no esforço de se viabilizarem como candidatos competitivos em seus espectros ideológicos. Não será uma tarefa fácil, nem de um nem de outro, já que dividem essa mesma intenção com adversários nada desprezíveis.

Maia tenta se firma como uma alternativa no segmento da centro-direita, procurando sensibilizar especialmente as forças que hoje orbitam em torno do governo Michel Temer. Já Ciro está no lado oposto, tentando se tornar receptivo às forças de centro-esquerda, em especial a que se posiciona mais claramente contra o governo Temer.

Rodrigo e Ciro fazem parte dos dois principais grupos que tendem a construir a competição eleitoral deste ano. Um terá que travar embate fratricida com o tucano Geraldo Alckmin; o outro com o candidato que o PT apresentar. A esses dois grupos se somam outros dois, cada um com seus trunfos e debilidades.

• CENTRO-DIREITA: Geraldo Alckmin, o nome do PSDB, ainda não conseguiu deslanchar: patina em todas as sondagens. É aí onde Rodrigo pretende crescer, atraindo os governistas e alguns centristas que não se deixaram encantar pelo tucano.
• CENTRO-ESQUERDA: Ciro Gomes vê difícil a situação do PT e lança afagos para o eleitorado lulista. Terá a dura tarefa de superar o candidato petista – que pode ser Fernando Haddad – para ser o representante desse segmento em um eventual segundo turno.
• ESQUERDA: nesse grupo, o nome mais palpável é o de Marina Silva (REDE). Tem bom recall das últimas campanhas, mas quase nada de suporte político – inclusive com exíguo tempo de TV.
• DIREITA: Jair Bolsonado (PSL) apresenta forte apelo popular. Mas tem os mesmos problemas de Marina: falta se ressonância política e um tempo de TV que, até agora, é quase nada. Precisa da pré-campanha para se viabilizar politicamente.

O desafio de usar a pré-campanha para se credenciar à eleição cabe a todos esses pré-candidatos. Uns para se firmarem no próprio segmento – caso de Rodrigo e Alckmin; e de Ciro e o petista que vier – e outros para contarem nas articulações. Dentro desse objetivo, vai-se ver, de março a junho, a peregrinação de pré-candidatos pelos estados.

Aqui no Piauí mesmo já há o agendamento das visitas de Rodrigo Maia, Manuela D’Ávila (PCdoB), Ciro Gomes e Jair Bolsonaro. Logo, logo os demais estarão chegando.

Toda essa movimentação é a preliminar do jogo principal, que será jogado mesmo a partir de 20 de  julho, quando começam as convenções que dizem quem efetivamente estará na partida decisiva.