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PSB fica com Rodrigo e Átila, mas permanece sem rumo


Deputado Rodrigo Martins: ele quase se filiou ao PRB mas, agora com apoio da direção nacional, permanece no PSB

 

O PSB nacional conseguiu mudar o cenário de debandada geral que a sigla estava prestes a ver acontecer no Piauí. Há apenas duas semanas, o PSB estava a ponto de sair da condição de sigla com maior número de deputados federais no estado para se transformar em um partido sem representação federal. Isso porque os três “socialistas” eleitos em 2014 estavam tomando novo destino partidário. Mas a pressão da direção nacional estancou a debandada. O problema é que não mudou o quadro de incerteza entre os socialistas.

O PSB é um partido sem rumo. Está dividido entre os pró-PSDB (liderados pelo grupo aninhado em São Paulo) e os pró-PT (com assento especialmente em Pernambuco e Paraíba). O vice-governador de São Paulo, Márcio França, tenta manter o controle do partido e o alinhamento com a candidatura de Alckmin. Mas é uma tarefa difícil, já que pode ser obrigado a mudar-se do PSB para o PSDB com o propósito de se viabilizar como candidato à sucessão de Geraldo Alckmin no Palácio dos Bandeirantes.

Márcio França pode mudar de partido e ver o PSDB escolher João Dória como candidato ao governo de São Paulo. Aí, nem mel nem cabaça. Nessa situação, o PSB passaria ao controle dos pró-PT, sem contestação. Na melhor das hipóteses, o partido seguirá dividido. Ou sem rumo.

Isto não será exatamente um problema para os “socialistas” do Piauí. Vale lembrar, os três representantes do PSB do Piauí no Congresso – Heráclito Fortes, Átila Lira e Rodrigo Martins – estavam de malas prontas para novas siglas. Heráclito e Átila para o DEM; Rodrigo, para o PRB. A direção nacional do partido fez pressão junto ao presidente estadual do PSB, ex-governador Wilson Martins. O garantiu apoio às candidaturas de Átila e Rodrigo.

Mudou tudo. Átila e Rodrigo devem ficar mesmo no PSB. E vão ter o suporte que não tinham dentro da sigla.