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Candidaturas Dória e França, problemas para Alckmin


Márcio França: candidato ao governo, aliado de Alckmin abre linha de confronto com Dória e o PSDB

 

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), terá mais um problema para administrar nos próximos dias, na pavimentação de uma candidatura sólida ao Palácio do Planalto. Esse problema tem dois nomes próprios: João Dória Jr (PSDB) e Márcio França (PSB). Os dois são aliados de Alckmin, e ambos querem conquistar em outubro a mesma cadeira ocupada hoje pelo governador no palácio dos Bandeirantes.

São dois candidatos fortes ao governo, Dória com o suporte do partido que é o mais estruturado no estado. Mas Márcio terá a caneta na mão, já que assume o governo paulista no início de abril, quando Alckmin terá que se desincompatibilizar para disputar a presidência da República.  E o atual vice-governador já mandou um recado que está deixando tucanos sobressaltados: estará no seu governo quem estiver com sua candidatura.

Ou seja: os tucanos podem não ter espaço em um governo que ajudaram a construir, caso esses mesmos tucanos façam a opção pelo candidato que o partido tende a confirmar – no caso, Dória. A disputa, em tese, é saudável. Mas, na prática, é mais um problema para Alckmin administrar, tirando dele o foco no principal: a campanha ao Planalto.

Essa situação tem efeitos nos estados. Cuidando de apaziguar os ânimos paulistas, Alckmin reduz as andanças pelo país e deixa de se reforçar nos estados. Também deixar de chamar atenção para seus próprios aliados Brasil afora.

Não é um bom começo. Não é mesmo.
 

Preferência por França, opção por Dória

Na disputa de aliados pelo governo de São Paulo, Geraldo Alckmin deverá ser chamado a se decidir: vai com Márcio França (PSB) ou com João Doria (PSDB). Talvez preferisse ficar em cima do muro e não dizer nada, a não ser um “calma, eu sou de todos”.

O problema é que deve ser chamado a tomar partido.

Dória já foi o pupilo de Alckmin e chegou à prefeitura paulistana muito por uma aposta pessoal do atual governador. Mas a criatura se voltou contra o criador e chegou a pensar em ser ele mesmo o candidato à presidência da República, em lugar de Alckmin. Perdeu fôlego na corrida de longa distância e agora pleiteia o Palácio dos Bandeirantes.

Dória também perdeu boa parte do afeto de Alckmin. Aliados mais próximos afirmam que, hoje, Alckmin gostaria de apoiar mais diretamente Márcio França. Mas será difícil o PSDB engolir que o presidenciável do partido vá apoiar um nome de outra sigla, e logo na principal base tucana.