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MDB e PP levantam a voz e expõem briga pela vice


Themístocles Filho e Margarete Coelho, em foto de 2015: os sorrisos de antes agora dão lugar a aberta disputa pela vice

 

De um lado, o MDB diz sem rodeios que não admite ficar fora da chama majoritária a ser encabeçada por Wellington Dias (PT). E diz mais: não tem plano B e cobra só e somente só a vaga de vice para Themístocles Filho. De outro lado, o PP afirma que não aceita tapetão – e que também não abre mão da vice, um lugar conquistado a duras penas.

A refrega entre MDB e PP, sempre presente nas entrelinhas dos discursos dos integrantes das duas siglas, agora fica mais claro, à luz e à vista de todos. E tal clareza também traz outro esclarecimento: ainda está longe de ser encerrada a tarefa do governador Wellington Dias de apaziguar os aliados e definir a chapa que apresentará ao eleitor, este ano.

No final de semana, a própria vice-governadora Margarete Coelho disse que as mulheres não poderiam ceder o lugar de vice, uma conquista histórica. Sem falar diretamente no MDB de Temístocles Filho, bradou contra o golpismo, e fez isso em um discurso em Esperantina, precisamente a terra de Themístocles. Não poderia ser mais direta.

O troco veio do mais petista dos emebistas, o deputado Marcelo Castro, presidente do MDB. Marcelo disse que “é inadmissível” o MDB ficar fora da chapa. E para não deixar dúvidas sobre outras alternativas, apressou-se a dizer que o ´partido não tem plano B. É a vice. E para o lugar de vice, é Themístocles ou Themístocles.

Essas alfinetadas públicas apenas evidenciam as pedradas trocadas entre os dois partidos, onde aliados de cada lado distribui mensagens contra o outro. Um exemplo: seguidores do MDB enviavam ontem, por rede social, uma gravação em que relembravam o voto de Iracema Portella a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Vale lembrar, o deputado do MDB piauiense, Marcelo Castro, votou contra.

Uma maneira nada sutil de lembrar aos petistas: vejam quem está do lado de vocês.
 

PDT vê chapa com PP e MDB ‘muito direitona’

O PDT está vendo e não está gostando dessa briga pela vice de Wellington Dias. E quer um lugar na chapa majoritária. O argumento do secretário de Turismo, deputado Flávio Nogueira Júnior, é que a chapa, da forma como está sendo desenhada, está muito pesada – em termos de imagem e de ideologia. Sobre a ideologia, é taxativo: “Está muito direitora”, afirma.

Além do alegado “direitismo” do partido de Ciro Nogueira e do de Marcelo Castro, Flávio lembra que as duas siglas foram responsáveis pelo impeachment de Dilma – e que o PDT foi contra. Flávio Júnior quer um lugar para o PDT, que pode ser a vice ou uma senatoria. O partido também não tem plano B. E o Plano A atende pelo nome de Flávio Nogueira, o pai do secretário de Turismo.