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Violência aumenta e deixa preço do seguro mais caro

Assim como a corrupção, o aumento da violência passa uma conta alta para a população. Além de gastar com cuidados extras – grades e câmeras em casa, vigilância e carros blindados – , o cidadão também pode contabilizar um prejuízo extra e mais geral nos valores de seguros, em especial o seguro de vida e seguro de automóvel. No caso do Rio de Janeiro, onde o roubo de automóvel é mais grave, os seguros automobilísticos subiram em média 95% em apenas dois anos, oito vezes a inflação do período.

Mas se a situação é especialmente dramática no Rio, ela não é confortável nos demais estados, que vêem a violência gerar perdas importantes para o cidadão. Gasta-se mais para garantir o patrimônio, seja a casa, a empresa ou o veículo. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra, a cada minuto, um roubo ou furto de veículo – quase 600 mil em apenas um ano. O dado é do final do ano passado, e há razões para acreditar que a situação piorou.

O descalabro da segurança pública tem o efeito direto no valor do seguro dos veículos, que tem seu cálculo alterado em razão dos sinistros. Isto é: quando mais roubo e furto, mais sobe o preço do seguro, para que as seguradoras possam fazer as coberturas contratadas. É aí que se chega a esse aumento no valor do seguro pago pelos proprietários de automóveis.

Esse valor vem crescendo ano a ano. No caso do Rio de Janeiro, a apólice média custava R$ 1.905,12 no início de 2016, alcançando R$ 3.728,33 no começo deste ano. É uma variação completamente diversa da inflação e que só pode ser explicada pela violência que amplia os furtos e roubos.

A situação é tão complicada que as seguradoras estão revisando seus critérios de avaliação de risco. Em cidades como o Rio de Janeiro, faz muita diferença morar na Lagoa, Quintino ou Botafogo. Quando mais violento o lugar, mais caro é o seguro contratado. Também entra nessa conta carioca a baixa recuperação de veículos.
 

Piauí recupera 80% dos carros roubados

O impacto da falta de segurança no valor do seguro de veículos muda conforme o Estado. E o Piauí está em posição bastante diversa da do Rio de Janeiro. Se lá o alto índice de roubo e a baixa recuperação de veículos empurram os valores para o alto, aqui o Estado pode apresentar um índice de recuperação que está em cerca de 80%.

De acordo com a Polícia Civil, em 2017 foram registrados 2.451 roubos ou furtos de veículos. Além da recuperação da maioria dos veículos, o patrimônio resgatado intacto também na maior parte dos casos. O resultado é que, aqui, a violêrncia não tem o mesmo impacto do verificado em cidades como o Rio de Janeiro.