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Decisão do STF dirá muito mais que sobre a prisão de Lula

O Brasil vai ficar de olho (mais uma vez) em uma votação do Supremo Tribunal Federal. Hoje, a Corte diz se aceita ou não o habeas corpus preventivo do ex-presidente Lula. Na prática, o resultado vai dizer se Lula será preso ou não, já que condenado em segunda em segunda instância. Conforme o próprio STF decidiu em 2016, a prisão após a segunda instância é cabível. Mas o mundo político – o PT em particular - quer mudar esse entendimento.

A decisão do Supremo, hoje, vai dizer se Lula segue livre ou não. E dirá muito mais. Está em jogo a tese sobre a prisão após condenação em segunda instância. Quando abraçou esse entendimento em 2016, nem tanta gente reagiu. Agora, meio mundo tem algo a dizer, seja contra ou a favor.

O impacto da decisão ficou patente nos dois grupos que apresentaram representação no Supremo a respeito do tema. Cerca de 3.600 advogados – capitaneados por Calos de Almeida, o Kakay, representante de metade dos condenados da Lava Jato – se posicionaram contra a prisão. E mais de 5.000 juízes e promotores defenderam o instrumento que tanta força deu na caça aos corruptos.

Se o STF decidir que Lula fica livre, dá um novo fôlego ao PT, que poderá manter o ex-presidente nas ruas, construindo a estrada para o candidato real que o partido apresentará lá para o final de agosto. Essa decisão também deve indicar que a Corte deverá rever a tese aprovada em 2016, abrindo espaço para os recursos protelatórios.

Segundo os promotores e juízes que defendem a manutenção do expediente, a mudança de entendimento vai gerar uma enxurrada de solturas. E não apenas daqueles ligados ao crime do colarinho branco. Também serão soltos criminosos comuns, como estupradores.

Será, portanto, uma decisão que tem grande impacto no processo político. Mas que vai além. Muito além.

Wellington Dias, em São Paulo, com Patrus Ananias, Gleisi Hoffmann e Fátima Bezerra: solidariedade a Lula

Wellington vai para São Paulo

O governador Wellington Dias vai dar toda atenção, hoje ao julgamento no Supremo: ele vai estar em São Paulo, onde pretende acompanhar a votação do habeas corpus preventivo apresentado pelo ex-presidente Lula. Wellington estará junto às principais lideranças do PT, como um movimento de solidariedade ao ex-presidente.

O governador do Piauí chegou à capital paulista ontem à tarde e já manteve encontro com o governador de Minas Gerais, Patrus Ananias e as senadoras Gleisi Hoffmann e Fátima Bezerra. Wellington acredita que o habeas corpus será concedido. “Não precisa ser advogado ou jurista, o texto é claro quando diz que ninguém poderá ser condenado enquanto uma ação não transitar em julgado”, disse ele.