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Júlio César quer ser senador do municipalismo

Deputado Júlio César: desejo de disputar uma vaga no Senado, principalmente, com a bandeira do municipalismo

 

O deputado Júlio César Carvalho Lima (PSD) está mesmo decidido a disputar uma das duas vagas no Senado, compondo a chapa governista. E chega para a disputa com algumas bandeiras desfraldadas, como o agronegócios e o regionalismo (é coordenador da bancada Nordestina). Mas a bandeira que espera ver traduzida em mais apoio político (e, assim, em voto) na campanha é a do municipalismo.

Júlio foi prefeito (de Guadalupe) e presidente da APPM. Desde que assumiu a primeira vez uma cadeira na Câmara dos Deputados, ainda em 1995, Júlio César abraçou as causas municipalistas, pelas quais é conhecido nacionalmente. Foi um dos integrantes do grupo de frente na cobrança de repasses extraordinários para os municípios, em 2016 e 2017.

Na avaliação interna do PSD, esse empenho pela causa municipalista pode gerar o apoio de muitas lideranças municipais, fazendo a diferença na hora da contagem dos votos. “Ele pode ter o apoio de uns 140 a 150 prefeitos”, avalia um assessor de Júlio César.

A conta pode ser otimista. Mas revela que o empenho do deputado por uma vaga na chapa majoritária é pra valer. O deputado Georgiano Neto diz que Júlio César é merecedor da vaga, tanto pelo trabalho que realiza como pela dimensão política do partido – “a quarta força política do Piauí”, diz, colocando o PSD no bloco com o PT, Progressista e MDB.

Daí, diz Georgiano, o partido deve ter uma das quatro vagas na chapa de Wellington Dias (PT).
 

Themístocles vice pode ajudar

O cálculo dos pessedistas é simples: nenhum partido terá mais de uma vaga na chapa majoritária encabeçada por Wellington Dias (PT). Duas delas estão definidas, a de Wellington (candidato à reeleição ao governo) e Ciro Nogueira, do Progressista, que busca nova eleição para o Senado. Sobrariam duas vagas: a de vice-governador e a segunda senatoria.

Na avaliação do PSD, é difícil tirar Themístocles Filho da posição de vice, como indicação do MDB. Daí, caberia quase automaticamente ao PSD a segunda vaga para o Senado. Vale lembrar, essa vaga também é disputada por Flávio Nogueira (PDT), o pai. Mas isso não assusta os pessedistas.

Na medida em que se consideram a quarta força política do estado, eles se vêem à frente do PDT nesta disputa particular.