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Marina acena para alianças que viabilizariam governabilidade


Marina Silva: boa resposta nas pesquisas faz ex-ministra acenar para alianças que garantam governabilidade

 

Bem posicionada na pesquisa de DataFolha sobre a corrida presidencial, a ex-ministra Marina Silva (Rede) deu ontem os primeiros sinais de que está na disputa para valer. Em declarações à Folha de S. Paulo, Marina deu indicações de que pode construir uma base de centro, desde que comprometida com o combate ao que chamou de um “estado perdulário”.

A fala da ex-ministra ataca duas de suas fragilidades: a falta de apoio político mais amplo e um discurso considerado muito segmentado e até extremista. Ao dizer que dialogaria com partidos próximos ao centro – ela citou MDB, PSDB e PT –, Marina quebrou a ideia de que é radical, a partir de uma fala que é tudo, menos extremista. Também ao falar desses partidos, criou a possibilidade de diálogo com outras forças, o que pode ser importante já na campanha e mais ainda na governabilidade de um Executivo com a ex-seringueira à frente.

A manifestação da líder da Rede foi uma rápida reação à pesquisa DataFolha, onde aparece em terceiro lugar (quando Lula é colocado na estimulação) ou segundo (cenário sem o petista). Além disso, ela aparece como destinatária de boa parte dos votos antes atribuídos ao ex-presidente. Para completar, Marina vai bem em todas as simulações de segundo turno, o que mostra um alto potencial eleitoral da ex-ministra.

As avaliações sobre até onde poderia ir essa viabilidade eleitoral esbarravam sempre no discurso estreito e no pouco apoio político. Vale lembrar, se não fizer aliança com outras siglas, Marina terá apenas 12 segundo no horário eleitoral, em um ano onde a fragmentação pode dar mais relevo a esse espaço de propaganda. Daí a importância do aceno que fez para outras siglas, incluindo o seu partido anterior, o PSB do pré-candidato Joaquim Barbosa.

Marina disse que pode conversar com o PSB, embora tenha reafirmado a disposição de não tornar-se vice e sim candidata à presidência. A sigla socialista tem maior presença no Congresso, o que significaria mais tempo de TV que a própria Rede. Mas a ex-ministra tem apresentado maior resposta popular. Com as recentes manifestações, aponta também para ter maior suporte político.

Dessa forma, Marina cria uma perspectiva que não era enxergada nela há apenas uma semana. Assim, a ex-ministra se coloca de forma consistente na corrida pelo Planalto, uma disputa que segue aberta a quase todas as possibilidades.

Marina é uma delas.