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PT pode ter duas estratégias para chapas proporcionais


Wellington Dias: preferência pelo "chapão" pode esbarrar no desejo do PT de ter chapa pura para a Assembleia

 

O PT deverá ter duas estratégias para a disputa de vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Não haverá um chapão global, tampouco duas chapas puras para a eleição proporcional. De fato, as duas estratégias serão colocadas em prática, já que a legislação permite essa divisão na forma de disputa pelas vagas proporcionais.

Na corrida pelas vagas na Assembleia, a tendência é mesmo o partido ter uma chapa pura. Apesar da vontade do governador Wellington Dias (PT) de patrocinar chapa única tanto para deputado federal como para estadual, os petistas que vão em busca de vaga na Assembleia estão irredutíveis: rejeitam o chapão.

O cálculo dos candidatos petistas foi revelado aqui por João de Deus, o ex-líder do governo na Assembleia. João de Deus lembra que em 2014 o PT somou votos para eleger quatro deputados. Mas como fazia parte de uma ampla aliança, terminou favorecendo outros partidos, em prejuízo próprio, e elegeu apenas trêrs deputados. O grande beneficiado foi o PTB, que teve votos para quatro e elegeu cinco.

O cálculo agora é que o partido pode fazer cinco ou seis deputados. E os petistas que estão de olho no Palácio Petrônio Portella não querem abrir mão dessa perspectiva. Daí a rejeição categórica à ideia de um chapão.
 

Chapão, somente para a Câmara

O desejo do governador Wellington Dias deve se materializar, no entanto, no caso da disputa por vagas na Câmara dos Deputados. Nesse caso, o PT deve aceitar fazer um chapão com os concorrentes de todas as siglas que estarão apoiando a candidatura de Wellington a um quarto mandato.

“É razoável ceder em alguma coisa”, admitiu um petista próximo do gabinete principal do Karnak. A avaliação é que a chapa pura para a Câmara poderia ser bastante favorável ao PT, que conta com 11 pré-candidatos. Os petistas acreditam que, sozinhos, poderiam eleger três deputados federais com certa tranquilidade.

Mas, neste caso, a negociação em torno da chapa majoritária pode levar o partido a abrir mão da chapa pura e patrocinando o chapão federal.