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Concentração de candidaturas afasta 2018 de 1989

Fernando Collor: com uma imagem de força e juventude, o alagoano atropelou as projeções e se elegeu presidente. Depois, frustrou o país
 

Há não muito tempo associava-se a eleição de 2018 com a de 1989, quando 22 candidatos se apresentaram para a disputa pela presidência da República. Este ano, já chegamos a contabilizar quase duas dezenas de postulantes. Mas as baixas vão acontecendo, apontando para a possibilidade de uma concentração que afasta a atual disputa daquela que recolocou o eleitor como responsável direto pela escolha do principal mandatário do país.

Em 1989, o Brasil queria mostrar pluralidade, após o sufoco de 21 anos de ditadura. Como era uma eleição solteira – o único cargo em disputa era o de presidente –, todos achavam que podiam convencer o eleitorado. Houve uma grande fragmentação de forças. Deu no que deu: Fernando Collor presidente. Mas Collor logo frustraia os brasileiros, deixando como principal resultado um governo carimbado com a marca da corrupção.

Agora, ao que parece, nem todo mundo quer correr risco e o fato de haver eleições para governador dos estados, senador e deputado estadual e federal funciona como pressão por alianças. Daí, a tendência é que haja redução substantiva do número de candidatos.

Será uma eleição com mais candidatos que as três ou quatro eleições presidenciais mais recentes. Mas certamente com um número bem distante daquela euforia após a reconquista da Democracia.