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Ciro e Marina herdam partes iguais do eleitorado de Lula


Ciro, Marina e Bolsonaro: diferentes índices e perspectivas reveladas pela pesquisa CNT/DMA

 

A última pesquisa CNT/MDA, sobre a corrida pela presidência, mostra mais ou menos o de sempre: Lula (PT) lidera com cerca de 1/3 das intenções de vot, Jair Bolsonaro (PSL) é o segundo, seguido de Marina Silva (Rede) – os dois sobem para primeiro e segundo, no cenário sem o petista. O que talvez seja representativo nesta última sondagem é o fato de Marina e Ciro Gomes (PDT) herdarem as maiores fatias do fragmentado espólio do petista. Uma boa notícia especialmente para o pré-candidato do PDT.

Jair Bolsonaro segue com piso alto e teto baixo: tem 16,7% no cenário com lula e chega a 18,3% no cenário sem o ex-presidente – evolução de apenas 1,5 ponto percentual. Já Marina e Ciro sobem 3,6 pontos entre um cenário e outro. Marina sai de 7,6% das intenções de voto no cenário com Lula para 11,2%, na simulação sem o petista. Ciro cresce de 5,4% para 9%. O resultado parece mais interessante para o pedetista, que vai ganhando um pouco mais de resposta entre os eleitores de Lula.

Antes, avaliava-se que Marina e o ex-ministro Joaquim Barbosa (PDT) – que desistiu de candidatura – poderiam ser os grandes depositários do espólio de Lula, ao lado de um representante do próprio PT. Essa crença estava amparada no perfil de ambos: origem humilde, superação e conquista de espaços a partir dos próprios méritos. Seriam perfis próximos ao de Lula.

Mas Barbosa saiu de cena, o PT ainda não colocou ninguém no palco e Marina apenas mantém a performance de antes. A ex-senadora também não está conseguindo viabilizar alianças. Ela se diz uma candidatada independente. Na prática, quer dizer que não tem nem busca apoios – o que pode ser um problema na eleição e, mais ainda, em um eventual governo.

Já Ciro Gomes se articula na busca de uma base política mais ampla que permita crescer na corrida presidencial. Tenta, inclusive, ser opção para os próprios lulistas (e petistas) órfãos da candidatura de Lula. O ex-ministro cria a sensação de que pode ser o candidato viável no espectro da centro-esquerda.

Isso pode fazer muita diferença nas próximas pesquisas. E na eleição.
 

Alckmin ainda patina

A pesquisa CNT/DMA mostra os problemas do tucano Geraldo Alckmin, que preocupa inclusive os aliados. O ex-governador de São Paulo não vai bem em nenhum cenário. No que tem Lula, aparece com apenas 4% das intenções de voto, muito pouco especialmente para quem está vinculado a um partido com fortes raízes em todos os estados do país. No cenário sem o petista, não muda muito: Alckmin alcança 5,3%. Um crescimento de apenas 1,3 pontos percentuais.

Números muito tímidos para quem tem base em São Paulo, o maior colégio eleitorado do país. Lá, Alckmin enfrenta quase tantos problemas como no resto do Brasil.