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Centro dá prazo para Alckmin deslanchar. Ciro e Álvaro são alternativas


Geraldo Alckmin: ex-governador pode ter prazo para mostrar viabilidade ou deixar de ser alternativa do centro 

 

O centro ideológico da política brasileira começa a ficar seriamente preocupado com as reais possibilidades do ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à presidência da República. E as principais forças de centro já pensam em estabelecer um prazo para que Alckmin mostre viabilidade eleitoral. Diante das pesquisas que mostram o tucano patinando, cada vez mais lideranças desconfiam dessa viabilidade  – e as alternativas ao tucano começam a ser postas na mesa, incluindo o outro tucano João Doria, o senador Álvaro Dias (Podemos) e até Ciro Gomes (PDT).

O deputado Heráclito Fortes (DEM), amigo de Alckmin e que em 2006 coordenou a campanha tucana no Nordeste, não esconde uma certa frustração. Esperava que Alckmin estivesse em melhor posição nesta altura do campeonato. Atribui o baixo desempenho atual ao excesso de candidatos de centro. E acha que deveria haver a concentração em torno de um único nome.

Heráclito lembra da campanha de 1989, quando São Paulo apresentou cinco candidatos entre os principais. Acabou vencendo um concorrente de Alagoas, Fernando Collor. “O melhor candidato, que era o Covas, ficou apenas em quarto”, relembra.

Entre os próprios aliados de Geraldo Alckmin, avalia-se que há outros fatores além dos citados por Heráclito. O principal: o tucano enfrenta sérios problemas em São Paulo e não consegue deslanchar sequer em seu próprio estado. Esses aliados também falam de problemas dentro do PSDB, dividido e um tanto sem rumo.

Com as dúvidas crescendo em torno de Alckmin, muitas das lideranças acham que é hora de se estabelecer um prazo para o tucano mostra a viabilidade esperada. Um prazo, por exemplo, até o início de junho. Ao mesmo tempo, já são avaliadas outras alternativas. Uma delas seria dentro do próprio PSDB: João Dória Jr, que se desincompatibilizou da prefeitura paulistana para disputar o governo do estado. O problema é que Dória parece focado na disputa pelo Palácio Bandeirantes.

Outro nome lembrado é o de Álvaro Dias, senador do Paraná e pré-candidato à presidência pelo Podemos. Álvaro é visto como dono de um bom discurso e não está denunciado no escândalo da Lava jato. O senador precisaria mostrar que tem maior capacidade de aglutinar, o que ainda não ocorreu.

Outro nome levado muito em conta é o do ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT e com desempenho nas pesquisas superior ao de Alckmin, apesar de contar com menos estrutura. “Ciro precisa dar um sinal de que está disposto a congregar ao centro”, afirmou Heráclito, ainda esperançoso da vibilidade de Alckmin.

O próprio Ciro Gomes já vem estendendo sua rede de conversações. O pedetista espera um aceno do PT no sentido de se firmar como representante da centro-esquerda. Mas como esse aceno não chega, lança suas redes sobre a centro-direita. Dessa forma, pode ser a alternativa que se contraponha à ultra-direita representada por Jair Bolsonaro (PSL).