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Assis diz que abrir mão da candidatura Lula ‘seria ignorância’


Assis Carvalho: deputado diz que seria ignorância o PT abrir mão do patrimônio político representado por Lula

 

O presidente estadual do PT, deputado federal Assis Carvalhos, disse que o partido segue firme com a candidatura Lula e nem discute a possibilidade de apresentar um substituto ao ex-presidente na eleição deste ano ao Palácio do Planalto. “Seria uma ignorância nossa deixar de ter o maior líder como o nosso candidato”, diz.

Segundo Assis, não há nenhuma pressão (como noticiou a Folha de S. Paulo) sobre a presidência nacional do partido no sentido de apresentar um outro nome para a disputa pelo Planalto. Ele afirma que Lula é um patrimônio político reafirmado em todas as pesquisas eleitorais, o que justifica o empenho do PT em manter a candidatura do ex-presidente.

O deputado diz ainda que há unanimidade tanto na bancada federal do PT como na direção do partido sobre a importância se seguir com a candidatura Lula, lançada formalmente pelos petistas no dia 25 de janeiro, dia seguinte à condenação do ex-presidente em segunda instância. O deputado ressalta que, fora isso, é notícia sem fundamento.

Assis admite que, na Bahia e no Ceará, verificou-se algum questionamento sobre a relevância de se apresentar um nome alternativo. Nesses dois estados o PT tem o governador e o palanque nacional pode ter peso na construção de alianças. Mas o deputado diz que também no Ceará e Bahia o assunto está superado, reafirmando-se a candidatura de Lula.
 

Chapão ou chapinha: discussão para depois

O deputado Assis Carvalho disse que não tem nada definido sobre a chapa proporcional na disputa por vagas na Assembleia do Piauí e nas cadeiras na Câmara dos Deputados. Segundo o presidente estadual do PT, o assunto vai ser definido em discussões futuras.

Vale lembrar, Assis é um dos mais firmes defensores, dentro do PT, da ideia de chapa pura. Os que defendem a chapa pura vêem essa alternativa como o melhor caminho para o partido alcançar maior representação sobretudo na Assembleia. Alinhado com Assis nesse tema, o suplente de deputado João de Deus diz que o PT tem potencial para eleger cinco ou seis deputados estaduais. Em coligação, pode fazer apenas quatro.