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PSB está entre Ciro, Alckmin e liberação do voto


Rodrigo martrins: deputado avalia que a melhor opção para o PSB é liberar o voto nas eleições presidenciais deste ano

 

A bancada federal do PSB tem reunião hoje à tarde, em Brasília, quando vai discutir e apontar diretrizes sobre a conduta do partido nas eleições presidenciais deste ano. A bancada chega divida entre três posições: apoiar a candidatura de centro-esquerda de Ciro Gomes (PDT), a de centro-direita de Geraldo Alckmin (PSDB) ou simplesmente lavar as mãos e deixar que cada estado decida o rumo que deseja seguir.

Segundo explica o deputado piauiense Rodrigo Martins, a diretriz a ser apontada será uma preliminar da decisão geral que o partido tomará nos próximos dias, como posição oficial da sigla. Governadores como Ricardo Coutinho, da Paraíba, gostariam de ver o partido em uma posição mais à esquerda. Está mais para apoiar Ciro Gomes. Já o governador de São Paulo, Márcio França, tem a preferência por Geraldo Alckmin.

Beto Albuquerque, que foi vice na chapa de Marina Silva em 2014, fica a meio termo: prefere que o partido libere as bases e cada estado siga o rumo que deseja. Rodrigo Martins se alia a essa corrente, de liberação do voto dos socialistas.

O problema no PSB é que o presidente da sigla, Carlos Siqueira, tem uma relação conflituosa com diversas áreas do partido. Ele, que chegou ao comando do PSB por delegação de Eduardo Campos, não tem o aval de boa parte da sigla – o que levou o partido a perder quase metade da representação que tinha na Câmara.

Siqueira quer a qualquer custo levar o PSB para a área de influência do PT – e Ciro poderia ser a alternativa de sua preferência. Mas essa opção não é pacífica.
 

Tendência pela liberação do voto

Há apenas uma semana, avaliava-se como predominante a tendência pelo apoio a Ciro Gomes. O movimento de alguns partidos para que Ciro seja o candidato único das esquerdas deixou alguns socialistas com um pé atrás, em especial naqueles estados em que o PSB tem conflitos com o PT.

Há sérias dúvidas sobre o rumo que o PSB vai tomar – ou pelo menos qual a posição oficial que o partido adotará. Mas a balança começa a pender mais um pouco para a liberação do voto. Essa alternativa livraria o partido de enfrentar discussões internas sobre infidelidade. Porque a opção por Alckmin ou Ciro, qualquer que seja, não levará o partido todo, coeso.

A liberação evitaria maiores constrangimentos.