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Alckmin baixa PSDB ao menor índice de competitividade


Geraldo Alckmin: candidato tucano não tem ouvido boas notícias das pesquisas sobre a corriga presidencial

 

Os partidos brasileiros, em geral, vão mal das pernas. Seus candidatos não empolgam por serem desse ou daquele partido. A leitura vale para todos, do PT ao PSDB – e especialmente para o PSDB, onde o candidato tucano à presidência da República, Geraldo Alckmin, conseguiu rebaixar o partido à pior condição de competitividade desde que foi fundado, há três décadas.

A revelação é da mais recente pesquisa do Instituto DataFolha, divulgada no final de semana pelo jornal Folha de S. Paulo. O DataFolha entrevistou 2.824 eleitores de 174 municípios, nos dias 6 e 7. E Alckmin não passou de 7% das intenções de voto, sempre quarto lugar nos diversos cenários avaliados.

O PSDB nunca esteve tão mal. Nem mesmo em 1989, quando a sigla tinha apenas um ano de fundada e ainda enfrentava problemas em alguns estados. Enquanto isso, Jair Bolsonaro (PSL) vai se firmando como a alternativa da direitona. E se o tucano não mostra reação, Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) vão ganhando dianteira em relação a Alckmin.

Marina é terceira no cenário com Lula e segunda na simulação sem o petista – quando ela perde para Bolsonaro. Marina pode até pensar em crescer junto ao eleitorado de centro, que teoricamente seria de Alckmin. Mas a pesquisa mostra que ela cresce bem com a saída de Lula. Ciro também cresce, mas não tanto. Ainda assim, mostra fôlego e, dependendo das articulações, pode ser um nome que una boa parte da centro-esquerda.
 

O desafio de empolgar o descrente eleitor

A pesquisa traz uma série de informações relevantes para a leitura do cenário. A principal nem é mais novidade, mas torna a chamar atenção pela intensidade: a descrença do eleitor em quase tudo. O eleitor não acredita nas instituições: das avaliadas, nenhuma chega a ter a confiança de 40% dos eleitores. Os partidos têm a desconfiança de 68%.

Essa ampla rejeição explica, por exemplo, que Lula lidere a pesquisa, mas sem ele o PT rasteja. Já o PSDB, com um Alckmin nada carismático, também cai pelas tabelas. E fica dito: os partidos não contam mesmo. Vale ainda ressaltar que há muita rejeição aos candidatos, inclusive os líderes. Color (PTC) é rejeitado por 39% dos entrevistados, seguido de Lula, com 36% e Bolsonaro, com 32%.

Nessa rejeição geral revelada pela pesquisa DataFolha, destaca-se o eleitor pouco à vontade com a eleição deste ano. No cenário com Lula, 27% dizem que não vão têm candidato. Nos demais cenários, a coisa piora: 33 ou 34% afirmam não ter um nome para a presidência.

Empolgar o eleitor descrente vai ser um desafio e tanto para as campanhas deste ano.