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Cenário aberto na disputa pelo Senado


Wilson Martins: ex-governador é o líder da corrida pelo Senado, disputa que promete ser bem acirrada nas eleições deste ano

 

A pesquisa Cidade Verde/Opinar, divulgada hoje pelo Cidade Verde Grupo de Mídia, confirma uma desconfiança sobre as eleições deste ano: a disputa pelas duas vagas no Senado está aberta. Wilson Martins (PSB) lidera, com um surpreendente segundo lugar de Frank Aguiar (PRB). Depois aparecem Dr. Pessoa (SD), Ciro Nogueira (PP), Robert Rios (DEM)  e Regina Souza (PT). Há uma ampla fragmentação que deixa o cenário indefinido.

A liderança de Wilson Martins reafirma o lugar que o ex-governador já ocupava em pesquisas anteriores. Mas a aparição de Frank Aguiar sacode a disputa, em especial do lado do governo, onde o cantor está e não tem candidatura assegurada. Muito pelo contrário: lá, as vagas ao Senado devem caber a Ciro e Regina, que aparecem em quarto e sexto lugar, respectivamente. Outros postulantes têm resultado menos expressivo ainda.

CANDIDATO Percentual
Wilson Martins (PSB)  19,2
Frank Aguiar (PRB)  17,1
Dr. Pessoa (SD) 15,3
Ciro Nogueira (PP) 11,9
Robert Rios (DEM) 8,9
Regina Souza (PT)  6,7
Nenhum / Branco / Nulo 40,6
Não Sabe / Não respondeu 73,2


Na avaliação que a pesquisa faz sobre a disputa ao Senado, a soma (com os outros menos votados) chega a 200% porque a pesquisa faz a pergunta em dois estágios, já que são duas vagas em jogo. Primeiro procura saber qual a primeira opção do eleitor; e em seguida pede a segunda opção. O eleitor se manifesta duas vezes - daí a soma de 200%. Tanto na primeira quanto na segunda pergunta, o índice de indefinição é muito alto. No caso dos que não sabem ou não responderam nenhum nome, por exemplo, o acumulado aponta para 73,2% das respostas. E isso torna o cenário aberto.

Ainda que Wilson e Frank Aguiar tenham alguma margem de folga, ninguém pode piscar nessa corrida. Os indicadores são baixos para todos. E a indecisão elevada.

Na disputa pelo Senado em que duas vagas estão em jogo, há um comportamento histórico em que o eleitor faz a opção com duas motivações. Uma das escolhas atende a uma lógica razoavelmente racional – por exemplo, o candidato ter afinidade com um grupo político e uma determinada liderança. A segunda opção seria mais pessoal, a escolha daquele candidato que toca ao coração. Seria uma motivação mais emocional.

Mas isso é história. Pode ser que a eleição deste ano aponte para uma outra lógica, em um cenário de alto desgaste político e crescente desapego do eleitor a orientações de lideranças. Isso só aumenta o desafio dos candidatos ao Senado, que terão que buscar a atenção desse eleitor descrente.

Será um bom embate a ser observado na eleição deste ano.