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Pesquisa Cidade Verde/Opinar dá novo rumo à campanha


Ciro e Wellington: integrantes da mesma chapa enfrentam realidades diferentes no resultado da pesquisa de intençao de voto

 

A pesquisa Cidade Verde/Opinar sobre as eleições de outubro deste ano, divulgada ontem pelos veículos do Grupo de Mídia, estabelece um novo rumo para a campanha eleitoral, tanto no governo quanto na oposição. Os dois lados têm o que comemorar e o que lamentar nos números divulgados. Daí, ambos os lados vão redefinir estratégias.

O governo pode comemorar o resultado para o cargo de governador do Estado, onde o Wellington Dias (PT) apresenta um desempenhado mais que folgado. Tem 50% das intenções de voto, seguido de muito longe por Luciano Nunes (PSDB) e Elmano Ferrer (Podemos). Para esse cenário se alterar de modo substancial, o atual governador precisará errar muito, somado a extraordinários acertos por parte da oposição. Ou, como dizem os estrategistas, é preciso um fato novo ou um cenário novo para gerar um novo quadro competitivo.

Nesse campo, a oposição tem que se virar, se mexer, se rebolar para deslanchar. Luciano Nunes diz que gostou do resultado, porque saiu do nada e já tem quase 7% das intenções de voto. Ainda assim, precisa de um gás extra. No caso de Elmano, a situação talvez seja mais dramática, já que um nome com dimensão estadual – foi eleito senador em 2014 – sem uma resposta popular à altura.

Nos bastidores, fala-se na possibilidade de uma nova alternativa no campo das oposições. Resta a pergunta: quem?

Mas se as oposições se lastimam em relação ao governo, comemoram na disputa pelas vagas ao Senado: Wilson Martins (PSB) lidera a refrega, seguido de perto por um nome recém-colocado na disputa: Frank Aguiar (PRB). O partido de Frank está no governo, mas isso não é motivo para os palacianos comemorarem. Ao contrário, Frank é um problema.

Os candidatos do governo ao Senado são, até onde se sabe, Ciro Nogueira (PP) e Regina Sousa (PT). Ciro está em quarto lugar, depois também de Dr. Pessoa. E Regina é apenas a sexta colocada. A conclusão é óbvia: o governo não apenas terá que solucionar a surpresa chamada Frank Aguiar como precisará ainda redefinir estratégias no sentido de fazer seus candidatos ao Senado mudarem de posição, já que são duas vagas em disputa. Ser quarto e sexto não adianta.

De um modo geral, a oposição terá que buscar meios de ganhar corpo, fazendo um palanque mais robusto e adotando um discurso mais sintonizado com o anseio popular. Já o governo pode se dar ao luxo de apenas fazer ajustes, em especial no que diz respeito ao Senado. A sorte é que a ampla vantagem que Wellington registra na disputa pelo Karnak dá a ele uma tranquilidade para empreender negociações.

Tem a faca e o queijo na mão. Precisa só ter cuidado para não se cortar.