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PSDB também duvida de Alckmin


Geraldo Alckmin: candidato tucano à presidência da República não decola e gera dúvidas dentro do próprio PSDB

 

Em sabatina realizada pelo SBT e Folha de S. Paulo, no dia 23 de maio, o pré-candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin, foi questionado pelo baixo desempenho nas pesquisas de intenção de voto. Sendo mais diretos, os entrevistadores perguntaram por que ele não decolava. A resposta foi com outra pergunta: “O que é decolar?”.

Quase um mês depois, Alckmin continua a não saber o que é decolar. E com desempenho bem fraco nas pesquisas até agora divulgadas, o candidato gera dúvidas dentro do próprio PSDB. Para saber as razões do tucano não ganhar altura, o próprio partido resolveu fazer uma sondagem de avaliação. E descobriu que a situação é mais grave que a imaginada: nem aqueles que dizem votar em Alckmin acreditam na candidatura do ex-governador paulista.

A avaliação era para consumo interno, mas o resultado ganhou projeção pública através da Folha de S. Paulo. O dado mais revelador é que até mesmo os paulistas que fazem a opção por Alckmin não acreditam sequer na candidatura, quanto mais na vitória do tucano. Segundo a Folha, esses paulistas acham que o ex-governador não será candidato – e será substituído por um outro nome.

As dúvidas em torno do potencial de Geraldo Alckmin não são de hoje. Ainda no final do ano passado já se questionavam os baixos índices. Mas o partido manteve as esperanças de uma reação a partir de abril, quando deixaria (como de fato deixou) o governo de São Paulo para cuidar unicamente da campanha. Foi pior: ao invés de crescer, caiu.

O candidato tucano tem carisma quase zero, o que lhe valeu o apelido de "Picolé de Chuchu". Mas o partido também vai mal de imagem, o que também não ajuda o candidato. Nesse quadro, o PSDB não sabe o que fazer com seu picolé.
 

Dória pode ser mais que ‘fake news’

Na mesma sabatina de maio, os jornalistas quiseram saber de Geraldo Alckmin o que pensava das informações que colocavam João Dória Jr como seu substituto como candidato á presidência. “É fake news”, disse. A informação torna a ganhar corpo e tem muita gente dentro do próprio tucanato que gostaria de ver o ex-prefeito no lugar de Alckmin.

Mas a substituição não é fácil – e talvez não agrade nem a Dória, nem ao PSDB.

Dória é líder na corrida pelo governo de São Paulo. Pode não ser interessante trocar de projeto nessa altura do campeonato. Também o PSDB deve pensar duas vezes: quem seria o candidato a governador de São Paulo? Levar Dória para acorrida presidencial pode significar por em risco também a possibilidade de eleição para o Palácio Bandeirantes.