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Uma vaga por partido: Wellington avisou em janeiro


Wellington Dias: estratégia do governador para chapa majoritária, de uma vaga por partido, estava definida desde a virada do ano

 

O Progressista bem que tentou. Mas não conseguiu. Também o PT vem tentando, e é provável que igualmente não consiga emplacar um segundo nome na chapa majoritária. O desfecho dos entendimentos capitaneados pelo governador Wellington Dias (PT) soa como surpresa para alguns segmentos da aliança governista. Não deveria: Wellington avisou o critério de uma vaga por sigla ainda antes da virada do ano.

Em publicação aqui na coluna, dia 8 de janeiro, Wellington avisava: nenhum partido terá duas vagas. Apesar do aviso, o Progressista manteve o sonho de repetir Margarete Coelho como candidata a vice. Também o PT cresceu os olhos e decidiu reivindicar a segunda vaga ao senado para Regina.

Despachado pelo próprio governador, o Progressista já abandou essa luta. Agora, falta o PT lembrar da decisão de Wellington.

Os petistas podem argumentar que o cenário não é mais o mesmo de janeiro. Não é mesmo. E as declarações de Wellington à coluna na virada do ano apontavam uma dificuldade que persiste, ainda que com novos nomes. O governador avaliava que a dificuldade, naquele cenário da virada do ano, seria acomodar o que chamava de cinco grandes partidos nas quatro vagas em disputa.

Esses partidos seriam: PT, PP, MDB, PSD e PTB.

Tanto PT quanto PP estão agraciados com uma vaga – a de Wellington para o governo e a de Ciro Nogueira, para o Senado. Ao que tudo indica, o MDB ficará com a vice. Resta a segunda vaga de senador, ainda em disputa. O PSD de Júlio César está no ringue, ao contrário do PTB, que saiu de cena em função do discurso oposicionista de João Vicente Claudino. Mas há agora o PRB, que ganhou lugar de protagonista com a boa resposta popular da pré-candidatura de Frank Aguiar.

O PT, fechado com Regina Sousa, segue sem querer dar crédito ao critério anunciado pelo governador ainda em janeiro. Mas o sentimento predominante entre as lideranças dos partidos aliados é que a segunda vaga ao Senado sairá do PSD ou do PRB. Concretamente, a segunda candidatura estará entre Júlio César e Frank Aguiar.

A última palavra, como no caso da vice, está com Wellington Dias.