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Flavio Rocha abre temporada de desistência de presidenciáveis


Flávio Rocha: sem grande resposta popular, empresário filiado ao PRB desiste de pré-candidatura à Presidência

 

As previsões começam a se confirmar: o fim da Copa do Mundo era apontado há algum tempo como um marco na definição de candidaturas à Presidência da República. Tão logo soe o apito final na Rússia, esperava-se (e espera-se) a desistências de algumas candidaturas postas mas sem resposta popular. Ontem, o empresário Flávio Rocha (PRB) não precisou esperar a final da Copa e jogou a toalha: desistiu da candidatura. E agora fica a expectativa: quem será o próximo a desistir? Sim, porque ele apenas abre o festival de desistências que está por vir.

A desistência de Flávio Rocha foi confirmada em nota assinada pelo pré-candidato e a direção do partido. Nela, anunciaram que agora abrem diálogo para o apoio a um candidato do campo do Centro. A tendência é que a opção seja por Geraldo Alckmin (PSDB). Se dependesse de Flávio Rocha, essa opção já estaria assinalada. Já o PRB avalia os aspectos pragmáticos da política.

Flávio Rocha é o segundo a desistir oficialmente. O primeiro foi Fernando Collor (PTC). Na verdade, Collor foi desistido: ele afirma que seguirá pré-candidato até a convenção, onde deverá receber apoio diminuto. Collor e Rocha não encantaram o eleitor. No caso de Collor, sequer sensibilizou seu partido.

Outros nomes persistem na disputa, mas sem perspectivas consideráveis. Esses também podem engrossar a lista de desistência. É uma lista razoável, conforme pode-se ver.

Henrique Meireles (MDB): insiste com a candidatura crente de que pode ir longe. O partido já não bota fé. Também não bota fé o mercado, seu grande avalista nessa aventura.
Rodrigo Maia (DEM): sabe que está fora do páreo e sequer encena como candidato. Só não desistiu porque tenta anunciar a desistência juntamente com o apoio (dele e do Centrão) a um outro postulante.
Manuela D’Ávila (PCdoB): sem possibilidades, segue a mesma estratégia de Maia e deve anunciar a desistência juntamente com a definição de uma opção de esquerda – que pode ser Ciro Gomes (PDT) ou o candidato do PT.
Guilherme Boulos (PSOL): uma boa fatia do partido quer a candidatura de qualquer jeito. Mas uma parte admite concentrar forças em uma candidatura das esquerdas, como forma de viabilizá-la para o segundo turno.
Álvaro Dias (Podemos): é visto como uma alternativa interessante na composição de uma chapa, como vice. Prosperando essa opção, desistiria sem problemas.
• Aldo Rebelo (SD): anda peregrinando o país no esforço de se tornar viável. Mas pode simplesmente ver seu Solidariedade decantar-se com um nome mais ao centro. E mais viável.
João Amoedo (NOVO): não é provável, mas não é impossível. A intenção do candidato é apostar em um novo jeito de fazer política. Mas pode fazer a opção por outro candidato visando evitar uma aventura muito ruim para o país.

O festival de desistências deve ganhar força esta semana e tomar conta do espetáculo depois do dia 20, quando – enfim!! – as alianças estarão se definindo. Essa definição implicará em sagração de uns e esquecimento de outros.