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PSB deixa para o fim decisão sobre presidente


Indefiniçao Socialista: à sombra de Geraldo Alckmin, o governador Márcio França tenta levar o PSB a apoiar a candidatura do tucano

 

A multiplicação de candidatos e um quadro onde não há favoritos estão retardando as definições dos partidos sobre quem cada um vai apoiar. Um bom exemplo desse quadro é o PSB, que vai deixar para o último dia do prazo legal (5 de agosto) a convenção que oficializará o caminho – ou os caminhos – dos socialistas.

O partido está dividido. Já chegou a pensar em candidatura própria quando filiou à sigla o ex-presidente do Supremo, Joaquim Barbosa. O ex-ministro viu rápido que é preciso estômago para o jogo da política e pendurou as chuteiras antes de entrar em campo. Daí o partido voltou à discussão interna que divide os socialistas há algum tempo: para onde ir?

O PSB se detém ante três alternativas: apoiar Geraldo Alckmin (PSB), aliar-se a Ciro Gomes (PDT) ou liberar os diretórios estaduais para que cada um siga o rumo que bem desejar. Há ainda quem pretenda alinhar-se com o PT, mas essa opção se restringe basicamente a Pernambuco, e por motivos muito particulares ao governador Paulo Câmara.

Quanto às opções em discussão, Alckmin já foi preferido, isso lá pelo início do ano, quando apresentava perspectiva eleitorais que ainda não se confirmaram. Ajudava nessa preferência a possibilidade (esta confirmada) de um socialista (Márcio França) assumir o governo paulista e pleitear a permanência no Palácio Bandeirantes. Também França – o principal cabo eleitoral de Alckmin dentro do partido – sofre para crescer nas pesquisas e tudo isso fez o tucano perder defensores no PSB.

Ao mesmo tempo Ciro Gomes mostrou alguma reação nas intenções de voto e ganhou defensores. No Piauí, por exemplo, o deputado federal Átila Lira defende o apoio ao candidato do PDT. O ex-governador Wilson Martins, por seu lado, tem simpatia por Ciro, mas tende a votar pela liberação, entendendo que seria a alternativa que menos sequelas deixaria dentro da sigla.

Por via das dúvidas, o partido tomará essa decisão no derradeiro dia do prazo: a convenção será dia 5 e, até lá, os socialistas esperam ter um quadro já bem desenhado que lhes permita decidir com mais clareza.
 

Pernambuco: apoio ao PT contra o PT

Na semana passada, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), anunciou que vai apoiar Lula (PT) à presidência. O anúncio foi feito após um encontro com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. O gesto tem tudo a ver com a disputa local, onde Câmara tenta renovar o mandato mas vê Marília Arraes liderando as pesquisas.

Marília é neta de Miguel Arraes e prima do falecido Eduardo Campos. Vereadora do Recife, ela filiou-se ao PT para tentar viabilizar sua candidatura. Com essa alternativa, o partido se animou. Quem não gostou foi Paulo Câmara, que tenta inviabilizar a ex-aliada e viabilizar a sua própria candidatura.

Para tentar domar o PT pernambucano e coloca-lo debaixo do braço, foi a Gleisi e anunciou o apoio ao petista. Câmara não deu bolas para a discussão interna do PSB: quer saber mesmo é seu projeto de reeleição.

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