Cidadeverde.com

Themístocles pode estimular chapa da oposição


Themístocles Filho e Elmano Ferrer: deputado pode manifestar apoio ao senador na corrida pelo Palácio de Karnak

 

Descartado pelo governador Wellington Dias (PT) como opção para vice em sua chapa eleitoral para este ano, o deputado Themístocles pode anunciar hoje a posição final que tomará com vista ao pleito de outubro. Não está descartada a possibilidade dele se manter fiel ao MDB, mas a alternativa mais provável é que passe a apoiar de forma mais explícita uma chapa da oposição.

Segundo indicações de aliados de Themístocles, ele pode dar apoio à candidatura ao governo do senador Elmano Ferrer (Podemos), independente da posição oficial do MDB. Na mesma decisão estaria o apoio à candidatura do deputado Dr Pessoa ao Senado. Nesse caso, o presidente da Assembleia cuidaria para fazer Dr Pessoa esquecer as propostas que tentam deslocá-lo para a disputa ao Karnak.

Essa decisão de Themístocles depende de alguns fatores. Uma delas, a posição oficial do MDB, que tende a sacramentar em convenção a proposta do governador Wellington Dias de oferecer ao partido a candidatura ao Senado, e especificamente para o deputado federal Marcelo Castro.

No caso (muito provável) do MDB aprovar em convenção o apoio a Wellington, Themístocles poderia ter problemas legais para manifestar publicamente o apoio a Elmano e Dr. Pessoa, já que poderia ser acusado de infidelidade partidária. Seria ainda mais difícil subir em um palanque oposicionista, atitude que poderia implicar inclusive no pedido de cassação de uma eventual candidatura do presidente da Assembleia.
 

MDB muda de líder para seguir governo

Desde fevereiro de 2015, o MDB – sobretudo os deputados com assento na Assembleia Legislativa – seguia quase cegamente seu líder de referência. Esse líder era Themístocles Filho, o presidente da Assembleia que funcionou como uma espécie de líder do governo e permitiu que o Karnak aprovasse tudo o que quisesse. Em contrapartida, Themístocles abriu espaços generosos para os emedebistas, dentro do governo.

O cenário mudou. Diante da posição do governo de rifar Themístocles e ungir Marcelo Castro, o MDB – e sobretudo a grande maioria daqueles com assento na Assembleia – mudou de líder. Agora os emedebistas não seguem o presidente do Legislativo Estadual, e sim ao deputado Marcelo. Mudam de líder para seguir exatamente onde estavam.

No governo.