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Marcelo ainda não disse às bases que é candidato ao Senado


Marcelo Castro: anunciado candidato ao senado, o deputado ainda não comunicou às suas bases a mudança de candidatura

 

O assunto ganhou grande repercussão na imprensa e é possível que não haja uma só liderança política, dentro e fora do MDB, que desconheça a candidatura do deputado Marcelo Castro ao Senado, na chapa de Wellington Dias (PT). Mas política não é assim, só de ouvir dizer, ainda mais à distância. E, já nove dias depois, a maioria das lideranças que apoiavam Marcelo para uma volta à Câmara ainda não foram comunicadas da mudança de candidatura.

A coluna entrou teve o contato com três prefeitos que apóiam Marcelo – de três partidos distintos. Nenhum teve uma palavra do deputado sobre o novo cenário eleitoral.Sequer um telefonema. O contato é uma praxe, uma cortesia com o aliado. Serve para dar uma satisfação e também para redefinir encaminhamentos.

Com uma mudança de planos como aconteceu com Marcelo Castro, as lideranças criam algumas expectativas. Umas, mais apegadas ao político, esperam uma nova orientação. Outras, com alternativas a seguir, esperam a palavra definitiva para oficializarem o novo rumo, para uma alternativa que já têm. E há ainda aquelas para quem basta o noticiário da imprensa para tomar um rumo novo, sem esperar justificativas.

Dos três prefeitos com os quais a coluna manteve contato, um já tinha definido apoiar a candidatura de reeleição de Iracema Portella. Outro, que dividia os votos entre Marcelo e um deputado de oposição, ainda espera uma palavra do candidato a Senador – mas tende a concentrar votos na outro opção que já tinha. E o terceiro aguarda uma orientação. deve seguir o que o parlamentar disser.

De qualquer forma, a demora de Marcelo Castro em fazer contato com as lideranças que o seguiam como deputado está vinculada à própria falta de um entendimento dentro do MDB em torno da posição do partido. É possível que haja um acordo que, para manter Themístocles Filho na base governista, leve Marcelo a apoiar Marco Aurélio Sampaio para deputado federal.

O problema é que a demora pode reduzir muito o capital eleitoral que Marcelo pode apresentar em contrapartida.
 

Marcelo não entregará toda sua base

Em 2014, quando se lançou candidato ao governo do Estado, Marcelo Castro anunciou que votaria em Paulo Márcio, o médico que o então governador Zé Filho queria transformar em deputado federal. Nem todo aliado de Marcelo seguiu a orientação e muitos acertaram posturas com outros postulantes à Câmara.

Quando a pretensão de Zé Filho de ser ele mesmo o candidato a governador levou Marcelo a abandonar a candidatura ao Karnak e voltar à condição de candidato à Câmara, o deputado já não encontrou todas as bases disponíveis. Muitos seguidores de antes já tinham novos compromissos. Resultado: a votação de Marcelo em 2014 caiu 60 mil votos em relação a 2010. Agora, a situação pode se repetir.

Daí, a pergunta que fica é: quanto ainda conseguirá transferir dos 111 mil votos conseguidos no pleito passado?