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Cresce número de candidaturas femininas


Movimento de deputadas por mais mulheres na política: resposta no crescimento de candidaturas femininas para cargos majoritários

 

Os esforços para garantir maior participação da mulher na política estão conseguindo resultados importantes, pelo menos no primeiro estágio, o do registro de candidaturas. Conforme os dados do TSE, o número de mulheres candidatas cresceu na disputa pelos governos dos estados e nos cargos de vice, seja vice-presidente, seja vice-governadora. Somente na disputa pel presidência houve redução.

A preocupação com a maior presença da mulher na política é óbvia: o eleitorado feminino soma 52% do total de votantes. Maioria absoluta. Mas a participação da mulher em cargos políticos é muito, muito pequena. Basta lembrar 2014, quando o número de congressistas eleitas ficou em torno de 10%.

Na tentativa de mudar esse quadro, muitas mãos de juntaram. A sociedade gritou, o Congresso aprovou cotas para as mulheres (elas devem representar pelo menos 30% das candidaturas proporcionais) e o TSE garantiu que essa cota deveria estar também na divisão dos recursos do fundo Partidário. Além disso, o TSE fez uma intensa campanha pela participação feminina e ainda exigiu que a propaganda partidária fizesse ferência à mulher.

Os números mostram que há resultados, pelo menos nesta primeira fase, a de constituição de candidaturas.

• Presidente: das 13 candidaturas, duas são mulheres. Marina Silva (REDE) e Vera Lúcua (PSTU). Em 2010 também foram duas, e três em 2014.
• Vice-Presidente: são quatro candidatas a vice-presidente, número que deve chegar a cinco, quando Manuela D’Ávila (PCdoB) tornar-se a segunda na chapa encabeçada pelo PT. Em 2010 foram duas e, em 2014, três.
• Governadora: serão 30 mulheres disputando o comando dos estados, contra as 17 de 2010 e as 18 de 2014. Só no Piauí são três (10% do total).
• Vice-governadora: São 67 em um conjunto de 167 concorrentes. Isso representa 37,6% do total, bem acima dos 27,7% (48 postulantes) de 2014 e dos 19,5% (correspondente às 28 concorrentes) de 2010.
 

Partidos fazem cálculo político e econômico

A presença de tantas mulheres em cargos majoritários atende a duas estratégias dos partidos. Primeiro, a estratégia política: todos querem fazer algum tipo de aceno para essa fatia que corresponde a 52% do eleitorado. Ou seja: ter uma mulher na chapa pode significar mais votos.

Mas há também o cálculo econômico. Ter uma mulher na vice, por exemplo, amplia a possibilidade de uso dos recursos partidários, diante da decisão do TSE de que as mulheres têm direito a pelo menos 30% dos recursos do Fundo Partidário. Daí, uma chapa só de homens não pode pleitear um centavo dessa fatia de 30%.

Já uma chapa com mulher, essa sim, pode usar uma parte dessa grana exclusiva.