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No início da campanha oficial, Dr. Pessoa quer fustigar PP e MDB


Dr. Pessoa, candidato do Solidariedade: ato inaugural da campanha com adesões de lideranlas de partidos governistas
 

Depois de muita confusão pré e pós-convenção, o quadro da disputa eleitoral vai se definindo e o prazo oficial de campanha está aí – começa na quinta-feira. Os candidatos há muito se movimentam como se campanha oficial fosse, mas todos programam uma “largada” que marque a caminhada até o dia 7 de outubro. Pelo menos um candidato quer começar essa nova fase mostrando que está crescendo na seara alheia.

A organização da campanha de Dr. Pessoa (Solidariedade) quer fazer um ato inaugural em Teresina. E com um detalhe: trazendo para esse ato lideranças de outros partidos que vão declarar apoio ao candidato do SD. A ideia é mostrar que a campanha tem corpo, não estando restrita a alguns pequenos partidos.

Alguns enxergam nessa estratégia a mão de estrelas do MDB que ainda não assimilaram (e talvez nem desejem assimilar) o desenho da chapa pura que o governador Wellington Dias (PT) entregou ao partido. Daí, o que se espera é a presença de algumas lideranças do MDB e também de outras siglas, inclusive o PP de Ciro Nogueira.

No caso do PP, o movimento de algumas lideranças não significa diretamente que têm o apoio de Ciro. Na verdade, o PP cresceu muito e em diversas cidades enfrenta a situação de ter outras duas outras forças locais aliadas do governo. A impossibilidade de união no espaço local leva algumas lideranças para outros palanques. É aí onde entra o time de Dr. Pessoa, tentando atrair para o lado do Solidariedade essas pessoas que nãi estão confortáveis no palanque governista.

Seja como for, Dr. Pessoa tenta crescer na adversidade alheia. E quer deixar claro esse crescimento no ato que abre na quinta-feira, oficialmente, a campanha deste ano.
 

Tempo para levantar dados

Só um tema está conseguindo afastar Dr. Pessoa das caminhadas e reuniões: levantamento de dados sobre o Piauí. Ele se cercou de uns quatro ou cinco técnicos. E sai distribuindo tarefas: dados sobre saúde, informações sobre educação, situação da transcerrados, do porto e das BRs de acesso a Teresina.

“Eu quero números”, teria dito a um desse técnicos, conforme revelou o próprio técnico à coluna. A intenção é se preparar com dados atualizados para o que muitos acreditam ser a maior fragilidade do candidato do Solidariedade: os debates.

Resta saber se os técnicos conseguirão tais dados realmente atualizados. E se o candidato vai conseguir mentalizar tanta coisa.