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Nova queda é alerta para Wellington


Wellington Dias: líder da pesquisa, mas atento aos sinais de alerta apontado por mais uma queda 

 

Candidato a um quarto mandato, Wellington Dias apareceu na terceira rodada de pesquisa Cidade Verde/Opinar com cerca de 16 pontos percentuais de vantagem sobre a soma dos adversários. Não é pouca coisa. Mas há sinais que estão entre os números da pesquisa que soam como um alerta para o candidato à reeleição. Pode não ser um sinal vermelho. Mas certamente é um sinal amarelo.

Em três pesquisas, Wellington caiu quase 9 pontos percentuais – perdeu quase 18% do capital eleitoral que dispunha em junho. Sorte dele que os adversários que já estavam não apresentaram grandes avanços – aliás, Luciano Nunes (PSDB) cresceu algo; já Elmano Ferrer (Podemos), desceu.

A queda de quase 9 pontos percentuais não é o único sinal amarelo que acendeu na trajetória de Wellington. É preciso ficar atento ao desempenho de Dr. Pessoa. O candidato do Solidariedade não estava, nas pesquisas anteriores, na lista de postulantes ao governo do Estado. E já apareceu nesta terceira rodada com percentual de dois dígitos. É preciso saber até onde pode ir Dr. Pessoa.

Porém o que parece ser o alerta mais forte na campanha de Wellington é o arranhão que sofreu na imagem de imbatível. Por enquanto, é só uma fissura. Mas o candidato sabe que não pode deixar essa fissura crescer. Pode virar fratura exporta.
 

Dr. Pessoa, ainda um desconhecido

Apesar das andanças que faz por cidades do interior, o deputado do Solidariedade é realmente conhecido em Teresina e nos municípios do entorno. Fora desse território, ainda é amplamente desconhecido. A partir de hoje, com o início oficial da campanha, abraçará o enorme desafio de se fazer notar Piauí afora.

Espera contar com lideranças egressas de outros partidos da antiga base governista. Além disso, quer fazer valer a ligação direta com o eleitor, trunfo da campanha para prefeito de Teresina, em 2016, que lhe garantiu quase 40% dos votos válidos.
 

Luciano, apoio de lideranças

A pesquisa não traduziu em voto um movimento que está muito presente na campanha de Luciano Nunes: o apoio de lideranças. Principalmente desde a definição da chapa governista – que gerou descontentamentos sobretudo no MDB e PP –, Luciano vem recendo adesões. Mas esses apoios ainda não se transformaram em manifesta intenção de voto.

Esse é o maior desafio do candidato do PSDB. Outro, será o de dar calor à própria campanha. Nesse caso, as esperanças estão nas caminhadas pelas ruas, a partir de hoje, e na propaganda no rádio e TV, a partir do dia 31.

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