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Eleição nos estados apresenta alta fragmentação

A menos de dois meses das eleições pelos governos dos Estados, as pesquisas vão mostrando uma importante fragmentação na preferência do eleitor. Ou, em muitos casos, uma enorme falta de preferência. Em 14 pesquisas das recentes pesquisas compiladas pela coluna, somente seis apresentam candidatos com percentual de voto acima de 1/3 dos eleitores. Somente um estado tem candidato com mais de 50% de intenção de voto.

Um dado agravante: isso tudo em pesquisa estimulada. Nas respostas espontânea, aí que é a coisa fica mais complicada, com altíssima fragmentação e pouca definição do eleitor.

Verifica-se uma fragmentação maior nos estados do Sul e Sudeste, com maior concentração no Nordeste. Mas o recordista da fragmentação é mesmo o Distrito Federal, onde o líder das pesquisas, o atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB), tem apenas 12,3% das intenções de voto, em um empate quase absoluto com Eliana Pedrosa (PROS), com 12,1% das cotações.

Outro estado que tem realidade muito próxima é São Paulo, onde o líder João Doria (PSDB) aparece com 16,4% das intenções, em um outro empate quase absoluto com Paulo Skaf (MDB), que tem 16,2%. Em Santa Catarina não há empate, mas o líder Décio Lima (PT) tem apenas 16% da preferência do eleitor. Aliás, um eleitor que não prefere ninguém: 57% dos ouvidos no estado optam pelo não voto (nulo, branco, nenhum ou indeciso).

Quem rompe com tudo isso é Camilo Santana (PT), no Ceará, com 64% de intenção de voto, seguido muito distante pelo general Teóphilo, com 4%. O Piauí tem a quarta maior concentração: conforme a pesquisa Opinar, Wellington tem 41,1% das intenções de voto.

Confira como está a distribuição das intenções de voto em 14 estados.