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Tempo de TV cria diferentes esperanças entre candidatos


Geraldo Alckmin, na foto com sua vice, Ana Amélia: esperança de ganhar fôlego e votos com a propaganda eleitoral no rádio e na TV
 

Falta uma semana para começar a propaganda eleitoral no rádio e na TV. E quando os candidatos começarem a ocupar os espaços que lhes são destinados, o farão com estratégias e esperanças diferentes. Uns querem ver confirmada a regra das últimas eleições, quando esse espaço de propaganda teve papel fundamental. Outros esperam que a realidade seja outra e a TV e o rádio não importem tanto.

O tipo de esperança muda em razão do tempo de cada candidatura. No caso da corrida pela presidência da República, quem deposita mais esperanças no rádio e na TV é Geraldo Alckmin (PSDB). Ele terá, em cada bloco de propaganda, nada menos que 5 minutos e 32 segundos. Terá direito também a 434 inserções de 30 segundos, distribuídas de 31 de agosto a 4 de outubro. Alckmin patina nas pesauisa e espera, com tanto tempo de propaganda, ganhar pontos entre os eleitores para pensar em segundo turno.

Outro que espera ver a relha regra funcionar é o PT de Lula – que deverá se tornar o PT de Fernando Haddad. O ex-prefeito de São Paulo, que deve substituir Lula numa provável impugnação do ex-presidente, não é conhecido nacionalmente. Ele terá 2 minutos e 23 segundos em cada bloco de propaganda, além de 189 inserções. A exposição no rádio e TV, assim, torna-se fundamental para os planos petistas.

E torna-se mais fundamental ainda para Henrique Meireles (MDB). Até agora, ele tem participado da disputa presencial como uma espécie de figurante de segunda ordem, sem maiores ressonâncias. Conta com índices muito pequenos, mas tem uma boa fatia do tempo de propaganda no rádio e TV: 1 minuto e 55 segundos nos blocos e 151 inseções de 30 segundos. Deposita todas – todas mesmas – as esperanças nesse espaço.

Mas há pelo menos dois candidatos que esperam ver prevalecer uma nova lógica, em que as redes sociais possam ser mais determinantes que as mídias tradicionais. São Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede). Os dois aparecem como líderes das pesquisas em que Lula não é estimulado. Eles também estão no final da lista, quando se refere a tempo de propaganda.

O líder Bolsonaro tem direito a exíguos 8 segundos nos blocos de propaganda eleitoral, além de 11 inserções distribuídas ao longo de 35 dias. Marina está um pouco “menos pior”: ela tem 21 segundos de espaço nos blocos e mais 29 inserções até 4 de outubro.

Por enquanto, esses dois candidatos estão surfando na onda da antipolítica e nas aparições frequentes nas redes sociais. Há o temor de que, a partir de 31 de agosto, as próprias redes sociais sejam guiadas pela propaganda no rádio e na TV. Se isso acontecer, não será boa notícia para Marina e Bolsonaro. Mas será, sim, para Alckmin e Haddad.

As esperanças das duas duplas andam em sentidos contrários.