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‘Não é mais a economia, estúpido’. É a saúde


Saúde pública: o principal problema para os brasileiros, segundo levantamento do IBOPE em 26 estados

 

Na primeira campanha de Bill Clinton, em 1992, uma frase adornava o comitê do democrata. “É a economia, estúpido”, dizia em letras garrafais. A frase fora elaborada por James Carville, o estrategista de Clinton. Para alguns, o presidente de plantão, George Bush, pai, tinha o trunfo de resgatar a altivez dos americanos após a primeira Guerra do Golfo. Carville pensava diferente e deixou claro qual seria o foco da campanha naqueles Estados Unidos de economia em frangalhos.

No Brasil, a economia está em frangalhos há pelo menos 4 anos. Mas o foco da campanha de hoje não parece ser a economia. Se Carville vivesse no Brasil de 2018, talvez cunhasse outra frase: “É a saúde, estúpido”. O “talvez” fica por conta dos muitos temas apontados como problema grave, onde há um lugar razoavelmente destacado para a educação e a segurança. Mas nada como a saúde.

De acordo com pesquisa IBOPE realizada em 25 estados e mais o Distrito Federal – o levantamento só não inclui Minas Gerais –, a saúde é de longe o maior problema do país. Ela lidera a lista de problemas apontados pelo cidadão em rigorosamente todos os estados e no DF. E mais: em 25 das 26 unidades federativas, a saúde é citada como maior problema por pelo menos 70% dos entrevistados. A exceção é Alagoas, onde também a saúde é o maior problema, mas com índice de "apenas" 42%,

A pior situação está no Rio Grande do Norte, onde a saúde aparece como o maior problema para 89% dos entrevistados. Isso em um estado tomado pelo crime organizado – o que explica que a segurança seja o segundo maior problema para os potiguares (80%), seguido da educação (55%).

O entrevistado foi convidado a apontar até três problemas, em uma lista de 18 temas distintos. Havia ainda a possibilidade do entrevistado optar por não responder ou simplesmente dizer que não sabia. A lista incluiu temas como agricultura, corrupção, emprego, impostos, moradia e meio ambiente. Na média nacional, a ordem é saúde como primeiro problema, com educação em segundo e segurança em terceiro.

Vale destacar, já nas eleições municipais de 2016, a saúde era o maior problemas em todas as capitais. Nada mudou.

 

Piauí: saúde e educação lideram os problemas

A pesquisa IBOPE mostra que, no Piauí, a situação se repete. A saúde é o maior problema para 71% dos piauienses. O segundo lugar fica com a educação, que é apontada por mais da metade dos piauienses (51%). A segurança pública, abraçada por dez entre dez candidatos, aparece em terceiro, com 46% de citações.

A pesquisa do IBOPE ouviu 812 piauienses entre os dias 18 e 20 de agosto, distribuídos em 40 municípios. A sondagem está registrada sob os seguintes protocolos: TRE PI-04617/2018 e TSE BR-00028/2018.