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Os 5 trunfos de Wellington para chegar ao 4º mandato


Em uma série de quatro pesquisas realizadas pelo Instituto Opinar, o candidato do PT ao governo do Estado, Wellington Dias, registrou uma perda de quase 13 pontos percentuais. O desempenho até animou a oposição, mas não abalou a confiança dos governistas. Muito pelo contrário. Os governistas alicerçam sua fé em um quarto mandato para Wellington em um conjunto de trunfos que traduziriam a solidez da campanha petista.

Esses trunfos passam pela avaliação popular, atestada pelo próprio Opinar nas quatro pesquisas realizadas. Mas não ficam só nisso. Há pelo menos mais quatro elementos que indicam a força da candidatura de Wellington .

• Estrutura de campanha: o governador tem, em sua busca por um quarto mandato, a maior estrutura de ação. São 8 partidos aliados, entre eles os mais estruturados no Estado, como PT, PP e MDB. A aliança de Wellington conta com 70% dos deputados federais e apoio parecido na Assembleia, além de dezenas e dezenas de prefeitos. É muita gente pedindo voto para um só candidato.
• Sobra tempo de TV: Com 4 minutos e 12 segundos em cada bloco de propaganda eleitoral, Wellington tem mais do dobro do segundo colocado, o tucano Luciano Nunes, com 1 minuto e 57 segundos. De forma, pode falar à vontade com o eleitor e apontar artilharia com o objetivo de quebrar o crescimento da oposição.
• Imagem de Lula: nacionalmente, a imagem de Lula perde viço. No Piauí segue fortíssima. E a campanha de Wellington e de seus aliados fazem do ex-presidente figura permanente na propaganda e nos comícios.
• O mais conhecido: em uma campanha curta como a deste ano, ser conhecido faz diferença. E Wellington é, com sobra, o mais conhecido dos candidatos. Basta lembrar, desde 2000 foram sete campanhas majoritárias, cinco delas no âmbito estadual.
• Avaliação positiva: para completar, as dificuldades financeiros do Estado não batem em Wellington. A pesquisa Opinar (registro TSE número PI-08793/2018 e BR-02130/2018) mostra que a avaliação segue alta, assim como a aprovação. Dos entrevistados entre 30 de agosto e 2 de setembro, 8,04% avaliam que o governo é ótimo, que se somam a outros 33,73% que apontam como bom. Os que avaliam o governo como regular são 30,59%. Os que vêem o governo como ruim somam 10,81%, enquanto os que o avaliam como péssimo são 12,29%. Os que não sabem ou não respondem representam 4,53%. Quando à aprovação, chega a 60,3% dos entrevistados, contra 32,4% que não aprovam e 7,3% que não sabem ou não quiseram responder.

Para os aliados de Wellington, não é pouca coisa. São cinco trunfos que podem manter a intenção de voto em um patamar superior à soma dos adversários. Porque há um esforço grande dentro da coligação governista no sentido de encerrar a disputa ainda no primeiro turno.

A conferir.