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Bolsonaro cresce após atentado e Ciro se isola em 2º

O atentado que sofreu na quinta-feira, em Juiz de Fora, fez bem a Jair Bolsonaro (PSL), pelo menos no que diz respeito à intenção de voto. É o que revela a primeira pesquisa sobre a disputa pela Presidência da República, realizada após o atentado. Bolsonaro ampliou vantagem como líder da corrida presidencial, segundo sondagem FSB/BGT. A pesquisa (registro no TSE: TSE: BR-01522/2018) foi realizada no final de semana (dias 8 e 9 de setembro), ouvidos 2000 eleitores.

De acordo com a sondagem, Bolsonaro chegou a 30% das intenções de voto, quatro pontos a mais que a pesquisa anterior realizada uma semana antes pela mesma agência FSB. Um crescimento significativo que se torna mais representativo já que o segundo colocado, Ciro Gomes (PDT) permaneceu com os mesmos 12% da rodada anterior. Bolsonaro tem, portanto, duas vezes e meia o segundo co,locado.

Mas Ciro também pode comemorar, já que hoje não divide com mais ninguém o segundo posto, ampliando as possibilidades de ir para o segundo turno.

Na terceira posição aparecem três candidatos, todos com 8% das intenções. Aí quem tem mais o que lamentar é Marina Silva (REDE), que perdeu três pontos: tinha 11% na semana passada e cai agora para 8%. Geraldo Alckmin (PSDB) permaneceu nos mesmos 8% de antes e Fernando Haddad (PT) subiu dois pontos, saindo de 6% para 8%.
 

A campanha dos rejeitados

A eleição brasileira deste ano tem algo semelhante à que levou Donald Trump à presidência dos Estados Unidos: uma alta rejeição dos concorrentes. Lá, Trump e Hilary Clinton apresentavam os maiores índices entre postulantes à Casa Branca, em todos os tempos. Aqui também os concorrentes vão batendo recordes.

Segundo a pesquisa FSB/BGT, Marina Silva tem 64% de rejeição, seguida de Geraldo Alckmin, com 61%. O terceiro é Henrique Meireles (MDB), com 52% de rejeição, mesmo índice de Fernando Haddad (PT). Ciro Gomes e Jair Bolsonaro aparecem em seguida, empatados com 51%.

Pelo visto, o eleitor fará no segundo turno uma opção seguindo raciocínio semelhante aos norte-americanos, em 2016: quem eu rejeito menos?