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Campanha entra na reta final e lideranças saem do muro


Wilson Martins e Ciro Nogueira: protagosnistas na disputa que mais empolga, a por duas vagas no Senado

 

Os próximos sete dias serão fundamentais para a definição de muitas lideranças em relação às suas opções nas eleições deste ano. Isso vale para prefeitos, vereadores e líderes comunitários de expressão, que vão fazer escolhas para o governo, para cargos proporcionais e, principalmente, para o Senado.

— É hora do candidato que comparece – disse um vereador de Teresina, dando um tom mais forte e puxado à palavra “comparece”.

Seja lá o que isso significa, quer dizer que muitas lideranças ainda esperam alguns sinais. O primeiro, a perspectiva de vitória. Os indecisos de última hora tentam farejar o Poder futuro e dele se aproximar. De preferência, se aproximar com o tal do “comparecer”, que dá as condições para a realização da campanha e o pedido de voto nos últimos 15 dias de campanha.

Os indecisos de ocasião precisam desse tempo: sem uns 15 dias, fica difícil trabalhar seus liderados, comunicando a opção por fim escolhida, além de distribuir o material de campanha, em especial o santinho que funciona como uma cola. Tais lideranças fazem aceno especialmente para os candidatos que disputam, o Senado.

É na corrida pelas duas vagas na Câmara Alta que há mais emoção. Além das duas vagas em disputa, nenhum candidato tem uma intenção de voto que dê tranquilidade, especialmente pelo elevado índice de indecisos. Por isso que se diz que a disputa é coisa de cinco: Wilson Martins (PSB), Ciro Nogueira (PP), Frank Aguiar (PRB), Robert Rios (DEM) e Marcelo Castro (MDB).

Cada um apresenta seus trunfos. Wilson vem se mostrando consistente na liderança desde o ano passado e tem lideranças que o seguem. Frank Aguiar chegou há apenas alguns meses, mas mostrou resposta popular. Já Ciro é o queridinho dos prefeitos e tem uma estrutura que dá inveja aos candidatos ao governo. Robert, com sua metralhadora giratória e um tema oportuno (segurança), tenta se tornar uma onda. E Marcelo Castro faz do governo o seu pedestal, além de contar com boa estrutura e relação com lideranças.

Com artilharias diferentes, os candidatos têm os próximos dias para fortalecer a relação com as lideranças que se colocam na espera dos últimos momentos. São lideranças que fazem seu leilão particular, na esperança de decidir pelo futuro ganhador.

Pode ser oportunismo. Mas os candidatos costumam entrar no leilão. Ainda mais quando o embate se mostra equilibrado.