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Propaganda no rádio e TV mostra ser decisiva na campanha


A pesquisa Opinar divulgada ontem pelo Grupo Cidade Verde, deixa evidente a força da propaganda eleitoral no rádio e na TV. Alguns desempenhos devem ser olhados a partir do impacto desse tipo de comunicação. É o caso de Fernando Haddad, o candidato à presidência pelo PT: há mais de seis meses o nome de Haddad era associado ao de Lula. Mas precisou o horário eleitoral obrigatório para que o brasileiro juntasse cara e crachá.

Fernando Haddad deslanchou com apenas duas semanas de espaço generoso no rádio e TV, nas costas do mito Lula. No Piauí isso também aconteceu: Haddad saiu de indicadores quase simbólicos em meados de agosto para 41% de intenção, apenas um mês depois. A análise também vale para os candidatos ao governo do Estado, assim como os que disputam as duas vagas de senador.

Em 15 dias de propaganda, os que usaram mais (e melhor) o tempo no rádio de TV deram saltos mais expressivos nas intenções de voto. É o caso de Ciro Nogueira (PP), que tem tempo de sobra para falar de si e de seus feitos. Resultado: cresceu 11 pontos percentuais na corrida pelo Senado. Seu companheiro de chapa e de propaganda, o deputado Marcelo Castro (MDB), subiu sete pontos.

A conquista de intenções de voto traz em seguida Wilson Martins (PSB), que tem bem menos tempo que os concorrentes da aliança governista, mas que vem usando bem a estratégia de resgatar no rádio e TV suas ações de governo. Isso explica boa parte dos cinco pontos que somou em 15 dias, tempo entre as duas últimas pesquisas. Com espaço semelhante ao de Wilson, Robert Rios (DEM) subiu quase quatro pontos.

Entre os cinco principais concorrentes ao Senado, o único que não cresceu foi Frank Aguiar (PRB), estacionando na casa dos 15 pontos percentuais e distanciando-se de Ciro e Wilson, os líderes da corrida pelas duas vagas de senador. O detalhe é que Frank Aguiar tem menos tempo de propaganda que seus concorrentes diretos e vem usando esse espaço com produções de pouco brilho.

Na corrida pelo governo do Estado, a propaganda eleitoral está ajudando a reduzir o número de indecisos. As série de cinco pesquisas realizadas pelo Opinar, desde junho, mostra que a soma de intenções de votos se mantinham em padrão semelhante nas quatro primeiras sondagens. Só muda na última, após a propaganda. Conforme mostra o quadro, em três meses, entre junho e início de setembro, a soma de intenções de voto atribuída a algum candidato ao governo variou de 64,76% a 66,35% – pouco mais de um ponto e meio de diferença. Em 15 dias de propaganda, a variação foi de quase oito pontos. Uma bela diferença.
 

DataFolha: 64% assistiram à propaganda eleitoral

Pesquisa do Instituto DataFolha (registro no TSE número BR-02376/2018) divulgada semana passada apontou que 64% dos brasileiros assistiram à propaganda eleitoral. Dos entrevistados, 36% disseram que esse espaço assegurado aos candidatos é “muito importante” para ajudar o eleitor a decidir.

O resultado reafirma especialmente a TV como o principal canal de informação do brasileiro em uma campanha eleitoral. Esse poder se faz ainda mais forte pela capacidade das emissoras de TV que, funcionando em redes afiliadas, alcançam uma grande audiência através de algumas poucas ações. No caso da overdose de propaganda eleitoral, vai ser raro o brasileiro que, querendo ou não, fique imune à pregação dos candidatos.