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Mulheres querem decidir a eleição da divisão de gênero

O fenômeno Jair Bolsonaro (PSL) está produzindo outros fenômenos dentro da disputa pela presidência da República. Um deles é a divisão de gênero: dados das últimas pesquisas divulgadas nacionalmente mostram que o Brasil vive nesta campanha uma divisão como nunca antes. Bolsonaro tem, entre os homens, o dobro das intenções de votos que entre as mulheres, segundo dados do Ibope divulgados por O Estado de São Paulo.

Entre os cinco principais concorrentes ao Palácio do Planalto, essa diferença só ocorre com Bolsonaro. Ele alcança 36% das intenções entre votantes do sexo masculino, contra 18% entre as mulheres. Fernando Haddad (PT) fica em níveis equilibrados (20% entre os homens e 21% entre as mulheres), assim como Ciro Gomes (PDT), que registra 11% e 12% entre homens e mulheres, respectivamente. Geraldo Alckmin (PSDB) foge um pouco ao perfil: tem 6% entre os homens e 9% entre as mulheres, diferença de 50%. Marina (Rede) tem 5% entre o eleitorado masculino e 7%, no feminino.

Vale destacar nesse levantamento o percentual de não-voto nos dois públicos. As mulheres continuam pensando mais e esperando o último momento para se decidirem. Os homens que optam pelo “Branco ou Nulo” somam 9%, contra 14% entre as mulheres. Da mesma os que não souberam ou não quiseram responder são 4% entre eles e mais do dobro (11%) entre elas. Os não-votos somam 13% entre o eleitorado masculino, contra 25% no segmento feminino.

É muita mulher esperando a hora certa para se decidir.

O discurso para o eleitorado feminino pode ter papel decisivo nessa reta final da disputa pela presidência da República, já que a mulher costuma ponderar mais e postergar sua escolha. Se assim for, os movimentos dos últimos dias, com destaque para o “#Ele Não”, devem preocupar especialmente o candidato do PSL.

Ele vai ser alvo de muitas críticas. E pode perder votos que iriam para ele.