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Recomeça propaganda eleitoral, promessa de muita baixaria


Jair Bolsonaro: depois dos 7 segundos do primeiro turno, dois blocos diários de 5 minutos de propaganda eleitoral no rádio e na TV

 

Recomeça hoje a propaganda no rádio e na TV dos candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial. E a promessa é de muita “propaganda de ataque”, como chamam os estudiosos para a muito conhecida “baixaria”. As propostas que não apareceram no primeiro turno tendem a ficar ausentes no segundo turno, ou pelo menos em uma posição subalterna. A desqualificação do adversário deve ser a tônica.

Historicamente, a etapa de segundo turno de uma eleição costuma ser mais agressiva. É o tudo ou nada. E, como no futebol, o ataque costuma ser a melhor defesa. Isso se faz presente especialmente na propaganda de um candidato com ampla desvantagem.

Neste segundo turno, a ampla desvantagem é de Fernando Haddad (PT). Deve partir para desqualificar Jair Bolsonaro (PSL). Mas não deve ter flores como resposta. O estilo Bolsonaro é hard. E não deve sequer esperar os ataques para também atacar.

O ânimo dos dois candidatos já pode ser visto desde segunda-feira nas redes sociais, com troca aberta de acusações. O detalhe é que ambos se acusam de agredir a democracia. Curioso, né?

A novidade é que Bolsonaro, enfim, terá espaço de propaganda. No primeiro turno eram segundos simbólicos. Agora terá tempo de sobra para dizer o que pensa. E o eleitor está ansioso para saber o que efetivamente ele pensa.
 

Bloco terá 5 minutos para cada candidato

A propaganda eleitoral no rádio e na TV, neste segundo turno, vai garantir um bloco de 10 minutos para os candidatos à Presidência: 5 minutos para cada um, duas vezes por dia. No rádio, os blocos vão ao ar às 7h da manhã e às 12h. Na TV, às 13h e às 20h30. Ao contrário do primeiro turno, que alternava dias, no segundo turno a propaganda é diária – de segunda a sábado.

Além disso, os candidatos terão direito a inserções de 30 segundos no rádio e na TV. Se este ano repetir a prática dos anos anteriores, a baixaria estará presente especialmente nas inserções. Nelas o candidato ataca sem deixar tão evidente quem é o agressor.

Fica claro apenas quem apanha. Quem bate, nem tanto.