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Aliados de Bolsonaro e Haddad se mobilizam no Piauí


Wellington Dias discursa em reunião com aliados: esforço para dar mais força à candidatura de Fernando Haddad no Piauí

 

Faltam apenas 12 dias para a eleição de segundo turno que vai escolher o presidente da República. E os aliados de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) no Piauí parece que, enfim, acordaram para a busca do voto decisivo. A representação mais forte desse despertar foi a reunião que o governador Wellington Dias promoveu ontem à noite com os partidos aliados. Foi uma reunião que mostrou a força do grupo e adotou algumas estratégias.

Além dos dirigentes do PT, estiveram no encontro representantes do PP, MDB, PR, PCdoB, Patriotas, PDT e PSD. Dando nomes aos representantes: estavam, além de Wellington Dias e Regina Souza, Marcelo Castro, Themístocles Filho, Júlio Arcoverde, Fábio Abreu, Fábio Xavier, Osmar Júnior, Flávio Nogueira e Júlio César. Todos empunharam o microfone e teceram loas a Haddad. Também estava o presidente da APPM, Gil Carlos, e mais uns 60 prefeitos.

De mais concreto, a reunião adotou a orientação de buscar os votos daqueles que não votaram nem em Haddad nem em Bolsonaro. Aí estão os eleitores de Alckmin, de Marina e Ciro Gomes, por exemplo. O objetivo é ampliar a maioria alcançada por Haddad no Estado.

Já os que apoiam Bolsonaro no Piauí tentam garantir a mobilização que permitiu a arrancada final do candidato do PSL no primeiro turno. O presidente da sigla no Estado, empresário Fábio Sérvio, diz que já fez contatos com lideranças referenciais da oposição, como Luciano Nunes, Marden Menezes, Robert Rios e Mão Santa, além de uma dezena de outros prefeitos.

“Há um sentimento positivo em torno da candidatura de Bolsonaro, tanto pelas propostas que ele traz como pela rejeição ao PT. Ninguém quer mais o PT”, diz Sérvio. A intenção agora é promover eventos que deem mais corpo à campanha. O objetivo, segundo o representante do PSL, é dobrar a votação de Bolsonaro no Piauí.
 

Marcelo: 'Mais difícil era minha eleição'

O deputado Marcelo Castro (MDB), recém-eleito senador, mostrou muita confiança na eleição de Fernando Haddad. Para mostrar essa convicção, ele falou da própria candidatura ao Senado, a última a se colocar na disputa e que permaneceu em desvantagem nas pesquisas até na última semana de campanha.

“Mais difícil era minha eleição. E eu ganhei”, disse ele. Marcelo acredita que Haddad pode produzir uma onda capaz de virar o jogo e chegar à vitória. “Tem muita coisa por acontecer”, disse.