Cidadeverde.com

Patriota e PTC podem decidir fusão esta semana

Nas articulações para se manter dentro dos limites da clausula de barreira, o Patriota e o PTC devem sacramenta nesta próxima semana acordo de fusão entre as duas siglas. Hoje, essa fusão depende mais do PTC, que tem menos poder de fogo que o Patriota, o que daria aos integrantes da sigla um lugar de menos protagonismos na nova agremiação.

Separadas, nenhuma das duas siglas alcança a cláusula de barreira, que exige pelo menos 1,5% dos votos nacionais para a Câmara dos Deputados, com pelo menos 1% da votação em nove estados diferentes; ou pelo menos 9 deputados federais eleitos, também em 9 estados diferentes. O Patriota elegeu cinco deputados e o PTC, dois. O Patriota conseguiu cerca 1,4 milhão de votos, enquanto o PTC teve ao redor de 600 mil. A soma passa dos 1,5% necessários.

O acordo entre as siglas deve definir diversas questões, inclusive a respeito do comando em cada estado. No caso do Piauí, a tendência é que os egressos do PTC – que tem uma deputada federal (Dra. Marina Santos) e um deputado estadual (Evaldo Gomes) – tenham o comando da sigla. Mas nada está decidido, até porque uma parte do Patriota gostaria de ver não uma fusão, mas a simples filiação das lideranças do PTC.

Nesta semana a Executiva do PTC se reúne em Brasília para decidir o caminho a tomar. Em seguida os dirigentes petecistas conversam com o Patriota, Se tudo andar bem, será realizada até o final de novembro um congresso nacional para definir o formato da nova sigla.

Durante a campanha, os líderes do PTC no Piauí mostraram coesão. Evaldo Gomes fincou pé na defesa da candidatura de Marcos Vinícius ao Senado, assim como se empenhou na eleição de Dra. Marina. Mas a deputada federal vem sendo cortejada por outras siglas.



Dra. Marina Santos, em ação na última campanha: eleita pelo PTC, deputada agora é disputa por diversas siglas 

PSL quer filiação de Dra. Marina Santos

Diversas siglas estão tentando o passe de Dra. Marina Santos, uma das surpresas desta eleição no Piauí. Ela conseguiu ter mais votos que Silas Freire e ser a eleita da coligação ligada à candidatura de Dr. Pessoa (SD). Mas, apesar da estreita relação com Evaldo Gomes, é grande a possibilidade dela mudar de partido.

O PSL nacional já mandou sinais de que gostaria de contar com ela na bancada. A deputada eleita vai decidir norteada por dois parâmetros: a lealdade ao grupo que a elegeu e a possibilidade de ser governo. Ingressar no PSL pode ser um caminho para ter espaços em um bastante provável governo Bolsonaro. Mas há a possibilidade de ingressar em uma sigla próxima ao governo do Estado.

O outro parâmetro – que é manter a lealdade ao grupo, em especial permanecer junto a Evaldo – não exclui a alternativa de ingresso no PSL. Nesse caso, iriam todos juntos para o time de Bolsonaro.